terça-feira, 4 de setembro de 2012
O SONHO BRASILEIRO NA FORMULA 1 NO SALÃO NEGRO DO CONGRESSO NACIONAL
As fotos abaixo, com exceção da primeira, são do arquivo pessoal do meu amigo Fernandinho "Lorena" Lapagesse.
Lançamento do Copersucar Fittipaldi no Salão Negro do Congresso Nacional.
As crianças que aparecem nas fotos são os seus filhos, Ana Cristina e Luiz Paulo, como prova de que o "virus da ferrugem" já estava contaminando novas gerações.
"Depois de 356 dias de trabalho, desde a reunião na casa de Wilsinho, em 25 de outubro de 1973, o primeiro carro de Fórmula 1 brasileiro foi apresentado em grande estilo no Salão Negro do Congresso Nacional, com a presença do então presidente Ernesto Geisel. Wilson Fittipaldi Júnior partiu do nada e conseguiu vender seu sonho a um patrocinador por dois milhões de cruzeiros (atuais 3,063 milhões de reais) para começar a tornar realidade o primeiro carro brasileiro de Fórmula 1.
Na pré-história do computador, 18 pessoas trabalharam em regime de tempo integral para cumprir o cronograma de 10 meses. Gastaram 108 quilos de papel vegetal em 4.000 desenhos de suspensão traseira, 140 da dianteira, 280 do chassi monocoque e milhares de plantas de peças avulsas.
Aqueles que achavam que o carro brasileiro seria uma simples cópia disfarçada de algum protótipo daquele ano, ou uma mistura dos Fórmula 1 da época, surpreenderam-se ao deparar com um F-1 moderno, no mínimo diferente da mesmice existente. Se ia dar certo, era uma questão de testes, muitos testes, para concorrer com os europeus.
O Fitti FD-01 surpreendeu na apresentação. Era um carro sem dúvida bonito, muito mais aerodinâmico que qualquer outro da categoria e com grandes inovações no sistema de refrigeração. O radiador, não exposto, reduzia a área de atrito contra o vento, e as tomadas de ar, embutidas na carroceria, contribuíam para dar mais penetração aerodinâmica ao novo modelo".
O Presidente Ernesto Geisel ao lado de Wilsinho Fittipaldi
Luiz Paulo, filho do Fernando Lapagesse
Ana Cristina e Luiz Paulo
Fonte: Mocambo - Blog do Jovino
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Há 20 anos, Ayrton Senna salvava vida de colega ao socorrê-lo em Spa
Brasileiro parou na pista para ajudar Érik Comas, que lamenta não retribuir em Ímola, 94. Apesar de inusitada, especialistas aprovam atitude de Senna
Naquele fatídico 1º de maio de 1994, enquanto Ayrton Senna era atendido pela equipe médica na “maldita” curva Tamburello no circuito de Ímola, um carro vermelho desobedeceu as bandeiras vermelhas, saiu dos boxes e parou próximo ao local do acidente que tirou a vida do brasileiro. Era o piloto francês Érik Comas a bordo de sua Larousse. Ele se aproximou do helicóptero e dos fiscais de pista, observou o tricampeão gravemente ferido e ficou tão impressionado com a cena que não continuou na prova e, no fim do ano, abandonou a Fórmula 1.
O grande choque de Comas tem explicação. Ele tinha uma relação muito peculiar com Ayrton. Dois anos antes, os dois vivenciaram papéis inversos. Há 20 anos, em uma sexta-feira de treinos em Spa-Francorchamps, palco do GP da Bélgica do próximo fim de semana, o francês bateu fortemente com sua Ligier na curva Blanchimont e ficou atravessado no meio da pista.
- Desde um acidente com Martin Donnelly, em 1990, Ayrton mostrava preocupação crescente com segurança. Na época, ele foi próximo ao local e assistiu o resgate. E Senna tinha grande proximidade com Sid Watkins. Eles eram muito amigos, de ir pescar juntos no Brasil, no Pantanal. E em pescarias se conversa muito, não é? Ele sempre perguntava o que poderia fazer para ajudar quando se deparasse com algum acidente. E o Sid falava alguns procedimentos para serem tomados. Então, mesmo como leigo, Senna sabia muito bem o que fazer para ajudar a equipe médica. Não foi algo que ele foi lá mexer sem saber o que estava fazendo. Ele sabia exatamente como proceder – destaca Dino, lembrando a chocante batida que acabou por encerrar a carreira de Donnelly em um treino em Jerez, na Espanha. O carro do britânico partiu em dois e o piloto ficou solto na pista, preso apenas ao banco.
durante 26 anos (Foto: Getty Images)
Anos depois da morte de Ayrton, em entrevista ao renomado jornalista britânico Nigel Roebuck, Dr. Sid Watkins elogiou a postura do brasileiro, a quem classificou como "ótimo aluno".
- No caso de Donnelly, Ayrton observou o que fiz por cima dos meus ombros. Eu nem sabia que ele estava lá. No dia seguinte, ele me disse: "Vi o que você fez. Por que você fez isso, por que fez aquilo?". Depois, ele chegou ao acidente do Érik Comas antes de qualquer um. Quando cheguei ao local, Senna estava ajoelhado segurando seu pescoço do modo correto. Quando saímos, ele falou: "era para ter certeza que ele estava respirando. Pedi aos fiscais para manterem o capacete, para você examiná-lo". Ele era um ótimo aluno. Vi que tudo que eu falava ficava na cabeça dele para sempre.
Diretor de prova do GP do Brasil durante 18 anos, Mihaly Hidasy lembra que, pelas regras da categoria, parar o carro no meio do circuito seria uma atitude passível de punição. No entanto, o húngaro naturalizado brasileiro pondera que se tratava de uma ocasião especial, pois havia uma vida em jogo.
Senna em Interlagos (Foto: Arquivo Pessoal)
Mihaly também ressalta que o circuito de Spa-Francorchamps é um dos mais extensos da Fórmula 1 e que, ainda mais naquela época, quando os procedimentos de socorro eram menos ágeis, o atendimento a Comas poderia demorar a chegar, o que poderia ser fatal.
- A Bélgica é um circuito muito longo. Acredito que ele tinha ciência que talvez não tivesse carros de regaste por perto e o deslocamento não seria muito rápido. Naquela época, há 20 anos, o sistema de resgate não era tão eficiente quanto hoje – analisou.
Comentarista de automobilismo do SporTV, Lito Cavalcanti destaca que a preocupação de Senna com a segurança contrastava com o estilo agressivo do piloto dentro das pistas, mas elogia a iniciativa do tricampeão.
- Esse lance mostrava a preocupação que o Senna tinha com a segurança nas pistas. Pilotando, Senna sempre se colocava na situação de "eu não vou tirar o pé, se quiser a gente bate", mas com a carreira já consagrada, começou a ter mais atitudes que demonstravam essa preocupação. Chegava a ser até uma certa incongruência com o que ele apresentava. Nesta prova, não foi uma atitude tão prudente, porque vinham carros atrás, mas foi correta. E o risco já era reduzido, porque antes do setor já havia sinalizações para os carros reduzirem. E ele salvou, realmente a vida do Comas. Foi o que aconteceu - analisa.
Érik Comas: ' Ele salvou minha vida, mas eu cheguei muito tarde'
A atitude de Senna fez Érik Comas ter muita admiração pelo brasileiro. Dois anos depois do traumático episódio em Spa, quis o destino que os dois se reencontrassem em papéis inversos. No mesmo depoimento à TV francesa, o piloto contou que em 1994, em Ímola, tentou retribuir, mas era tarde demais, não havia mais nada que ele pudesse fazer.
- Quando passei na curva Tamburello, os helicópteros médicos, as ambulâncias, o carro de Ayrton, todos estavam lá. Vi que já estava colocado em uma maca, então parei meu carro. Uma paralisia me bateu, porque eu estava próximo de um homem que, dois anos antes, tinha salvado minha vida e eu não podia fazer nada para ajudá-lo. Isso foi horrível. Ele salvou minha vida, mas eu cheguei muito tarde. Eu não era médico, e o estado que ele estava era muito pior que o meu. O acidente dele foi diferente do meu. Mas me encontrar naquela situação, ao lado dele, me sentindo tão impotente, foi uma experiência horrível. Fui o último piloto a vê-lo. Foi difícil aceitar que tive a honra de fazer a última visita antes de ele ir embora. Para mim, foi o fim do livro na Fórmula 1.
Sem pontos, Bruno lamenta furo de pneu no fim: 'Último prego no caixão'
Brasileiro escapou de confusão na largada e pulou de 17º para oitavo. Porém, viu sua Williams cair de rendimento no fim e ficou fora da zona de pontuação
A poucas voltas do fim do GP da Bélgica, Bruno Senna seguia na oitava colocação após ter largado em 17º, somando pontos importantes para o campeonato. No entanto, sua Williams começou a perder rendimento. Após ser superado pelas STR de Jean-Eric Vergne e Daniel Ricciardo, ele precisou fazer um segundo pit stop, não previsto, na 40ª das 44 voltas da corrida em Spa-Francorchamps, perdendo a chance de chegar pela sétima vez na zona de pontuação, ao terminar em 12º. Confia no vídeo. Bruno revela que a queda repentina de desempenho foi devido a um pequeno furo em seu pneu traseiro direito. A vitória ficou com o inglês Jenson Button, da McLaren.
- Partimos para uma estratégia agressiva e parecia que o safety car iria nos ajudar. Porém, no fim, o ritmo entre os carros com pneus novos e velhos estava muito grande. Ainda tivemos um pequeno furo que significou que precisamos parar mais uma vez. Foi o último prego no nosso caixão.
- Quando passei o Paul di Resta, houve um choque, mas a perda de pressão não foi imediata. Então, não dá para dizer que foi o toque que provocou o problema. No fim das contas, foi um dia que queremos deixar para trás. Mas precisamos aprender quantas lições for possível para ter certeza que chegaremos em Monza na melhor condição possível para somar bons pontos para a equipe – analisou.
A prova para seu companheiro de Williams, Pastor Maldonado, durou apenas cinco voltas. O venezuelano danificou o aerofólio dianteiro na confusão da largada e precisou seguir para os boxes. No recomeço da corrida, tocou na Marussia de Timo Glock, quebrou o bico novamente e abandonou.
No próximo domingo, os pilotos entram em ação novamente para a 13ª etapa do campeonato. Os treinos livres no tradicional circuito de Monza terão transmissão do SporTV. A corrida e o treino classificatório serão transmitidos pela TV Globo. O GLOBOESPORTE.COM acompanha em Tempo Real.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Schumacher prateado no 300º GP
Fonte: Voando Baixo - globo.com
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Maior prova de ciclismo da América do Sul, Tour do Rio começa nesta quarta
Com 114 ciclistas de sete países inscritos, evento também tem o intuito de difundir a cultura da bicicleta e levantar a bandeira da educação no trânsito
Já está tudo pronto para a maior competição de ciclismo de estrada da América do Sul, que vai impulsionar as pedaladas de 114 ciclistas, distribuídos em 18 equipes - 10 nacionais e oito estrangeiras - de sete países. O Tour do Rio, que será realizado desta quarta até o próximo domingo, terá a largada na praia da Barra da Tijuca, às 10h15m, e seguirá pelas cidades de Angra dos Reis, Volta Redonda, Três Rios, Teresópolis e Rio das Ostras, terminando na Quinta da Boa Vista, um dos pontos turísticos da capital fluminense.
A cada dia será disputada uma etapa, em percursos que vão de uma cidade à outra, em meio a belos cenários de mar, serra, fazendas coloniais e muitas outras paisagens. Além da vitória em cada etapa, os ciclistas disputam bonificações que ajudam no caminho rumo ao título. Quem voltar ao Rio de Janeiro no menor tempo – considerando-se as somas de cada corrida -, será o grande campeão da prova.
A operação de trânsito vai começar às 5h desta quarta-feira e contará com a participação de 75 agentes de trânsito da prefeitura, entre as guardas municipais e controladores da CET-Rio, que irão ajudar a organizar os motoristas e pedestres durante a passagem dos ciclistas. Além deles, 40 motociclistas batedores da organização e da Polícia Rodoviária Federal e Militar. Serão utilizados ainda oito painéis de mensagens para orientar os motoristas e informar sobre as condições de tráfego.
O pelotão sai da Praça do Ó, na Barra da Tijuca, e passa pelo Recreio dos Bandeirantes, Prainha, Grumari, Guaratiba, Santa Cruz, Paciência até a Avenida Brasil, de onde segue para a Praia do Anil, em Angra dos Reis. Os ciclistas vão ocupar uma faixa de pista de rolamento no sentido do tráfego de veículos. Quando necessárias, as intervenções nas vias serão feitas pelos batedores e mantidas apenas durante a passagem dos competidores.
O comboio passará pelas seguintes vias: Avenida Lúcio Costa, Estrada do Pontal, Estrada Vereador Alceu de Carvalho, Rua Luiz Câmara Cascudo, Rua José Nogueira Diniz, Rua Flávio Cavalcanti, Avenida do Estado da Guanabara, Estrada do Grumari, Rua Francisco Caldeira de Alvarenga, Estrada Roberto Burle Marx, Avenida Dom João VI, Estrada da Pedra, Rua General Alexandre Barreto, Estrada Santa Eugênia, Estrada de Paciência, Estrada do Campinho e Avenida Brasil.
Ciclistas irão disputar cinco etapas em um percurso de 806 km pelo interior do Rio (Foto: infoesporte)
A cada dia será disputada uma etapa, em percursos que vão de uma cidade à outra, em meio a belos cenários de mar, serra, fazendas coloniais e muitas outras paisagens. Além da vitória em cada etapa, os ciclistas disputam bonificações que ajudam no caminho rumo ao título. Quem voltar ao Rio de Janeiro no menor tempo – considerando-se as somas de cada corrida -, será o grande campeão da prova.
Tour do Rio passa pelas cidades de Angra dos Reis, Três Rios, Rio das Ostras e Teresópolis (Foto: Fotocom)
E esta imensa caravana não irá movimentar apenas os competidores. Cerca de 700 pessoas, entre atletas, equipes de produção e apoio vão acompanhar o pelotão nos 806 km de percurso entre a serra e o litoral, durante os cinco dias de muita beleza e adrenalina nas estradas. O comboio contará com 70 carros, quatro caminhões de prova, duas UTIs móveis e 46 motos.
Quem também acompanhará o pelotão é a Polícia Rodoviária Federal. As pedaladas dos ciclistas prometem soprar ventos de prosperidade pelo circuito da prova, impactando diretamente na economia das cidades visitadas. Ao longo do percurso, 21 hotéis irão hospedar os envolvidos.
Algumas ações paralelas serão realizadas durante a prova. Uma das bandeiras da terceira edição do Tour do Rio será a educação no trânsito e a conscientização de que as bicicletas são veículos que fazem parte das leis das ruas. No projeto "Adeus Rodinhas", crianças a partir dos cinco anos vão dar as primeiras pedaladas com o auxílio de profissionais, além de aprenderem a respeitar as regras e deveres nas estradas, em cada uma das seis cidades da competição.
Confira os detalhes do percurso de 806km pelo Rio de Janeiro:
29 de agosto - 1ª etapa: Rio de Janeiro – Angra dos Reis (152km)
30 de agosto - 2ª etapa: Volta Redonda – Três Rios (162km)
31 de agosto - 3ª etapa: Três Rios – Teresópolis (120 km)
1º de setembro - 4ª etapa: Teresópolis – Rio das Ostras (190 km)
2 de setembro: 5ª etapa: Rio das Ostras – Rio de Janeiro (182 km)
Saiba como ficará o trânsito durante o Tour do Rio
A operação de trânsito vai começar às 5h desta quarta-feira e contará com a participação de 75 agentes de trânsito da prefeitura, entre as guardas municipais e controladores da CET-Rio, que irão ajudar a organizar os motoristas e pedestres durante a passagem dos ciclistas. Além deles, 40 motociclistas batedores da organização e da Polícia Rodoviária Federal e Militar. Serão utilizados ainda oito painéis de mensagens para orientar os motoristas e informar sobre as condições de tráfego.
Quem também acompanhará o pelotão é a Polícia Rodoviária Federal. As pedaladas dos ciclistas prometem soprar ventos de prosperidade pelo circuito da prova, impactando diretamente na economia das cidades visitadas. Ao longo do percurso, 21 hotéis irão hospedar os envolvidos.
Algumas ações paralelas serão realizadas durante a prova. Uma das bandeiras da terceira edição do Tour do Rio será a educação no trânsito e a conscientização de que as bicicletas são veículos que fazem parte das leis das ruas. No projeto "Adeus Rodinhas", crianças a partir dos cinco anos vão dar as primeiras pedaladas com o auxílio de profissionais, além de aprenderem a respeitar as regras e deveres nas estradas, em cada uma das seis cidades da competição.
Confira os detalhes do percurso de 806km pelo Rio de Janeiro:
29 de agosto - 1ª etapa: Rio de Janeiro – Angra dos Reis (152km)
30 de agosto - 2ª etapa: Volta Redonda – Três Rios (162km)
31 de agosto - 3ª etapa: Três Rios – Teresópolis (120 km)
1º de setembro - 4ª etapa: Teresópolis – Rio das Ostras (190 km)
2 de setembro: 5ª etapa: Rio das Ostras – Rio de Janeiro (182 km)
Saiba como ficará o trânsito durante o Tour do Rio
A operação de trânsito vai começar às 5h desta quarta-feira e contará com a participação de 75 agentes de trânsito da prefeitura, entre as guardas municipais e controladores da CET-Rio, que irão ajudar a organizar os motoristas e pedestres durante a passagem dos ciclistas. Além deles, 40 motociclistas batedores da organização e da Polícia Rodoviária Federal e Militar. Serão utilizados ainda oito painéis de mensagens para orientar os motoristas e informar sobre as condições de tráfego.
Pelotão vai reunir 112 ciclistas, além de equipes de produção e apoio (Foto: Tony D'Andrea/Fotocom)
O pelotão sai da Praça do Ó, na Barra da Tijuca, e passa pelo Recreio dos Bandeirantes, Prainha, Grumari, Guaratiba, Santa Cruz, Paciência até a Avenida Brasil, de onde segue para a Praia do Anil, em Angra dos Reis. Os ciclistas vão ocupar uma faixa de pista de rolamento no sentido do tráfego de veículos. Quando necessárias, as intervenções nas vias serão feitas pelos batedores e mantidas apenas durante a passagem dos competidores.
O comboio passará pelas seguintes vias: Avenida Lúcio Costa, Estrada do Pontal, Estrada Vereador Alceu de Carvalho, Rua Luiz Câmara Cascudo, Rua José Nogueira Diniz, Rua Flávio Cavalcanti, Avenida do Estado da Guanabara, Estrada do Grumari, Rua Francisco Caldeira de Alvarenga, Estrada Roberto Burle Marx, Avenida Dom João VI, Estrada da Pedra, Rua General Alexandre Barreto, Estrada Santa Eugênia, Estrada de Paciência, Estrada do Campinho e Avenida Brasil.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
FIA anuncia 'Fórmula E', de carros elétricos, para 2014. RJ terá corrida!!
Entidade licencia direitos comerciais. Campeonato terá provas nos centros urbanos de grandes cidades. Corrida do Rio poderá ser na Marina da Glória
A Federação Internacional de Automobilismo chegou a um acordo para licenciar, a um consórcio de investidores internacionais, os direitos comerciais do Campeonato de Fórmula E, categoria com carros de monopostos movidos exclusivamente a energia elétrica. A FIA lançará a competição em 2014 e o Rio de Janeiro foi a primeira cidade a ser confirmada como sede de uma das etapas da nova competição, anunciou o consórcio Formula E Holdings Ltd. (FEH), promotor do evento.
Na última semana, o presidente da FIA, o francês Jean Todt, esteve no Brasil para divulgar a campanha mundial de segurança no trânsito da entidade. Durante passagem no Rio, na sexta-feira, o dirigente se reuniu com o governador do estado, Sérgio Cabral, e o prefeito Eduardo Paes. No encontro, representantes da nova categoria propuseram a realização de uma prova na cidade, ideia que foi bem recebida pelos políticos. Paes definiu a proposta de uma pista de rua próxima à Marina da Glória, na zona sul, como “espetacular”. O brasileiro Lucas di Grassi, piloto de desenvolvimento dos carros da nova categoria, também esteve presente na reunião.
- Estamos muito gratos às autoridades do Rio pelo entusiasmo que receberam nosso campeonato. Os aspectos de sustentabilidade e de energia limpa de nosso projeto foram imediatamente destacados por eles como valores em sintonia com o futuro do Rio de Janeiro. Estamos muito ansiosos por uma corrida nesta cidade maravilhosa em 2014 – disse Alejandro Agag, um dos donos dos direitos comerciais da Formula E.
- Estamos satisfeitos com este acordo com a “Formula E Holdings”, pois eles trazem uma experiência muito forte no esporte a motor. Esta nova competição no coração das grandes cidades certamente atrairá uma nova audiência. Esta série espetacular oferecerá entretenimento e uma nova oportunidade de partilhar os valores e objetivos da FIA sobre energia limpa, mobilidade e sustentabilidade com um público maior e mais jovem – declarou Todt.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Rubinho aprova F-1 equilibrada e diz que adoraria correr em novo formato.
Em entrevista em Taubaté (SP), piloto diz que ainda se adapta à Indy e alfineta Schumacher quando perguntado se Alemão é melhor que Senna
Rubens Barrichello está ansioso por 2013. Neste ano, estreou pela Fórmula Indy e a adaptação está mais lenta que a esperada. Em 17º lugar na classificação geral, a expectativa do piloto é estar melhor adaptado para brigar pelo título no ano que vem.Enquanto mantém o foco na Indy, o piloto acompanha a equilibrada temporada da Fórmula 1 e não esconde que as mudanças feitas pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo) reacenderam seu desejo de voltar a competir pela modalidade onde correu por 19 anos.
Rubinho Barrichello chegando em Taubaté, onde ministrou palestra motivacional
(Foto: Filipe Rodrigues/ Globoesporte.com)
- A Fórmula 1 está muito competitiva e gostosa de assistir. Adoraria estar disputando neste mundo competitivo. Ano passado, a Williams tomava três segundos da liderança e agora está pertinho. O fã queria uma Fórmula 1 competitiva e ela está sendo agora - contou Rubinho durante entrevista em Taubaté, no interior de São Paulo, onde ministrou palestra motivacional.(Foto: Filipe Rodrigues/ Globoesporte.com)
Os números comprovam o que o piloto diz. Em 2012, em 11 corridas, foram sete vencedores diferentes. Em 2011, Sebastian Vettel venceu 11 das 19 provas disputadas. Neste ano, Fernando Alonso é o líder da competição com apenas três vitórias.
- Minha vida tem que ser um livro aberto. Por mais que eu esteja focado na Indy, se houver um convite da Fórmula 1, penso nisso. Tenho que pegar as ofertas, selecionar as três melhores e dali partir para uma decisão - afirma o piloto com mais grandes prêmios disputados na história da F-1, com 326 circuitos.
Piloto sofre com adaptação à Fórmula Indy
- Meus problemas têm sido com as pistas que são muito mais onduladas que as pistas da Europa. Não critiquei a pista, o problema é a parte de adaptação. Além disso, o carro é totalmente diferente de todos os 19 carros que eu guiei em toda minha vida de Fórmula 1.
A motivação e a raça para querer continuar mesmo depois dos maus resultados, não são obstáculos para Rubinho. Segundo ele, a velocidade está em seu sangue.
- Quando estou no carro, é minha expressão de liberdade. Gosto do trabalho em grupo, da motivação que acontece na equipe. A Fórmula 1 acabou cedo para mim. Apesar de eu ter sido o piloto com mais provas, achei que correria por mais tempo. O pessoal tentou me enterrar, mas na verdade não era hora ainda.
Piloto agora dá palestras motivacionais
A palestra motivacional de Rubinho durou cerca de uma hora. O piloto usou seu exemplo de vida para motivar pessoas a não desistirem de seus sonhos.
Coletiva termina com alfinetada em Michael Schumacher
Schumacher e Rubinho: antigos desafetos
(Foto: Getty Images)
No final da coletiva de imprensa, Barrichello não ficou em cima do muro ao ser perguntado por um dos jornalistas se o maior piloto de todos os tempos é o tricampeão Ayrton Senna ou o heptacampeão Michael Schumacher:(Foto: Getty Images)
- Ayrton Senna, não tenho dúvida sobre isso. Ou esperavam mesmo que eu fosse responder Schumacher? - disse, alfinetando o alemão que foi seu companheiro de equipe na Ferrari durante cinco anos e com quem Rubinho se disse magoado ao deixar a F-1.
James Hunt e Niki Lauda no cinema
Segundo Howard, o filme terá como trama central os contrastes entre o mulherengo e carismático Hunt e o disciplinado e perfeccionista Lauda. Claro que com muitas imagens das disputas dos dois na pista. O famoso acidente de Lauda em Nürburgring em 1976, em que ele teve grande parte do corpo queimado, foi reproduzido nos mínimos detalhes, inclusive com o uso de carros da época. O resgate, com os atores, também foi filmado.
Imperdível, não é mesmo?
Confira abaixo algumas fotos das filmagens, realizadas na Inglaterra, Alemanha e Áustria:
PIQUET - 60
Nelson Piquet, 60 anos. É claro que o Voando Baixo não ia se esquecer desta data importantíssima para o automobilismo brasileiro e mundial. Em homenagem ao primeiro tricampeão da Fórmula 1 brasileiro, eis o texto escrito pelo mestre Reginaldo Leme e publicado em seu blog, o Sinal Verde. Vale muito a leitura: é um dos melhores textos já escritos sobre Nelson Piquet. Confiram abaixo:
Por Reginaldo Leme
Piquet, 60 anos. A gente vem caminhando junto nessa vida. Na contagem do tempo, tenho estado um pouco à frente dele. O suficiente para vir lhe dizendo no início de cada década que não doía fazer 30, 40, 50 e, agora, 60. Na verdade, dói, mas deixa pra lá. É melhor pensar no que a experiência traz de bom pra quem viveu como se deve, que é simplesmente fazer aquilo que gosta. O sucesso foi uma consequência, mas ele teria vivido tudo do mesmo jeito qualquer que fosse o resultado. Um dia ele me disse que a vida dele tinha tudo para dar errado, mas deu certo. Fiquei pensando no que o levava a pensar assim e conclui que o “tinha tudo para dar errado” nada mais é do que uma consequência de ele não ter sido um sujeito que planeja as coisas. Ele apenas foi vivendo o que a vida lhe oferecia. Deve estar aí o segredo de tudo.
Até quando chegou à Fórmula 1, onde teria que se programar um pouco mais, teve a sorte de cruzar com Gordon Murray, um sujeito igual a ele. Projetista genial, criativo, mas totalmente descompromissado. Disposto a viver o presente e só. Murray e Piquet se encaixaram em tudo, especialmente na coragem de assumir desafios que, aos olhos de pessoas comuns de um mundo preso a regras e tradições, como sempre foi a F-1, tinha mais a cara de arroubos da juventude. Bernie Ecclestone, então dono da equipe que eles defendiam, a Brabham, estava mais atento às negociações que levaram as equipes a uma tomada de poder na F-1 do que ao que ocorria dentro da sua equipe, que caminhava bem com as próprias pernas. Se estivesse mais presente, certamente não deixaria Gordon e Piquet realizarem metade das coisas que bolaram, inclusive o primeiro pit stop programado da história da Fórmula 1, que aconteceu no GP da Inglaterra de 1982 em Brands Hatch.
Em um dos programas “Sinal Verde” que eu fiz nessa época para a TV Globo, aparece o Bernie dizendo que na equipe dele as coisas funcionavam porque todos sabiam que ali mandava o patrão e os funcionários obedeciam e ponto. Ele disse isso na frente de todos, inclusive Piquet, Murray e alguns mecânicos daquela equipe composta de pessoas especiais, capazes de ouvir a frase ditatorial do chefe sem desfazer o sorriso que traziam no rosto. Eles sabiam que aquilo era mais um teatro, e que na Brabham as coisas davam certo porque cada um fazia bem a parte que lhe cabia. Foi o ambiente propício para Nelson desenvolver sua arte e seu conhecimento.
Foi visto pela primeira vez nas pistas brasileiras correndo com o nome de Nelson Piket, porque os pais eram contra as corridas de automóveis. Seu pai, Estácio Gonçalves Souto Maior, medico e ex-ministro da saúde nos anos 60, preferia o tênis, que Piquet chegou a jogar muito bem. Na homenagem que Nelsinho faz ao pai neste fim de semana, seu carro na Nascar Truck Series terá uma reprodução da imagem do Super Vê de 76 e trará de volta o nome “Nelson Piket”.
A carreira de Piquet no Brasil foi meteórica. Foi campeão no Segundo ano da Super Vê em 1976 e se mandou para a Europa. Portanto, aquela idéia do “tinha tudo pra dar errado” nunca se confirmou. Nem mesmo no difícil periodo da F-3, quando ele juntou o dinheiro justo para comprar carro, motor, câmbio, pagar equipe e alugar um lugarzinho para morar, mas, depois de três corridas, percebeu que havia optado pela marca errada de carro. Para comprar outro, abriu mão até do apartamento onde dormia. Passou a viver dentro da equipe e ele mesmo dirigia o caminhão nas corridas mais distantes. Muitos anos depois, já tricampeão mundial, ele passou por outro momento difícil, na sequência do acidente sofrido em Indianápolis. Por pouco não teve a perna amputada, os ossos dos pés foram remontados e a recuperação, longa e dolorida, foi sofrida pela distância de casa por ter sido obrigado a permanecer um bom tempo numa casa alugada em Indianápolis.
Nelson é um sujeito realizado. Tricampeão do mundo, ágil, inteligente e bem sucedido como empresário, o que lhe deu o dinheiro que na época a F-1 não pagava mesmo para os campeões. Não gosta de sair de casa e sente-se feliz quando está junto dos filhos, que vivem espalhados pelo mundo. Bom pai, ele não quer vê-los passar as dificuldades que ele passou. Pode ser um erro, eu mesmo disse isso a ele. Mas aí é coisa de Nelson Piquet aos 60. Ninguém vai mudar.
Fonte: Globo.com - Voando Baixo
Por Reginaldo Leme
Nelson Piquet e Gordon Murray: uma parceria de muito sucesso na Fórmula 1
Piquet, 60 anos. A gente vem caminhando junto nessa vida. Na contagem do tempo, tenho estado um pouco à frente dele. O suficiente para vir lhe dizendo no início de cada década que não doía fazer 30, 40, 50 e, agora, 60. Na verdade, dói, mas deixa pra lá. É melhor pensar no que a experiência traz de bom pra quem viveu como se deve, que é simplesmente fazer aquilo que gosta. O sucesso foi uma consequência, mas ele teria vivido tudo do mesmo jeito qualquer que fosse o resultado. Um dia ele me disse que a vida dele tinha tudo para dar errado, mas deu certo. Fiquei pensando no que o levava a pensar assim e conclui que o “tinha tudo para dar errado” nada mais é do que uma consequência de ele não ter sido um sujeito que planeja as coisas. Ele apenas foi vivendo o que a vida lhe oferecia. Deve estar aí o segredo de tudo.
Até quando chegou à Fórmula 1, onde teria que se programar um pouco mais, teve a sorte de cruzar com Gordon Murray, um sujeito igual a ele. Projetista genial, criativo, mas totalmente descompromissado. Disposto a viver o presente e só. Murray e Piquet se encaixaram em tudo, especialmente na coragem de assumir desafios que, aos olhos de pessoas comuns de um mundo preso a regras e tradições, como sempre foi a F-1, tinha mais a cara de arroubos da juventude. Bernie Ecclestone, então dono da equipe que eles defendiam, a Brabham, estava mais atento às negociações que levaram as equipes a uma tomada de poder na F-1 do que ao que ocorria dentro da sua equipe, que caminhava bem com as próprias pernas. Se estivesse mais presente, certamente não deixaria Gordon e Piquet realizarem metade das coisas que bolaram, inclusive o primeiro pit stop programado da história da Fórmula 1, que aconteceu no GP da Inglaterra de 1982 em Brands Hatch.
Nelson Piquet comemora vitória pela Williams
Em um dos programas “Sinal Verde” que eu fiz nessa época para a TV Globo, aparece o Bernie dizendo que na equipe dele as coisas funcionavam porque todos sabiam que ali mandava o patrão e os funcionários obedeciam e ponto. Ele disse isso na frente de todos, inclusive Piquet, Murray e alguns mecânicos daquela equipe composta de pessoas especiais, capazes de ouvir a frase ditatorial do chefe sem desfazer o sorriso que traziam no rosto. Eles sabiam que aquilo era mais um teatro, e que na Brabham as coisas davam certo porque cada um fazia bem a parte que lhe cabia. Foi o ambiente propício para Nelson desenvolver sua arte e seu conhecimento.
O capacete-homenagem de Nelsinho e Nelson Piket em seu carro da Super Vê
Foi visto pela primeira vez nas pistas brasileiras correndo com o nome de Nelson Piket, porque os pais eram contra as corridas de automóveis. Seu pai, Estácio Gonçalves Souto Maior, medico e ex-ministro da saúde nos anos 60, preferia o tênis, que Piquet chegou a jogar muito bem. Na homenagem que Nelsinho faz ao pai neste fim de semana, seu carro na Nascar Truck Series terá uma reprodução da imagem do Super Vê de 76 e trará de volta o nome “Nelson Piket”.
Homenagem de Nelsinho Piquet em seu carro na Nascar Truck Series
A carreira de Piquet no Brasil foi meteórica. Foi campeão no Segundo ano da Super Vê em 1976 e se mandou para a Europa. Portanto, aquela idéia do “tinha tudo pra dar errado” nunca se confirmou. Nem mesmo no difícil periodo da F-3, quando ele juntou o dinheiro justo para comprar carro, motor, câmbio, pagar equipe e alugar um lugarzinho para morar, mas, depois de três corridas, percebeu que havia optado pela marca errada de carro. Para comprar outro, abriu mão até do apartamento onde dormia. Passou a viver dentro da equipe e ele mesmo dirigia o caminhão nas corridas mais distantes. Muitos anos depois, já tricampeão mundial, ele passou por outro momento difícil, na sequência do acidente sofrido em Indianápolis. Por pouco não teve a perna amputada, os ossos dos pés foram remontados e a recuperação, longa e dolorida, foi sofrida pela distância de casa por ter sido obrigado a permanecer um bom tempo numa casa alugada em Indianápolis.
Reginaldo Leme e Nelson Piquet após o acidente em Indianápolis, em 1992
Nelson é um sujeito realizado. Tricampeão do mundo, ágil, inteligente e bem sucedido como empresário, o que lhe deu o dinheiro que na época a F-1 não pagava mesmo para os campeões. Não gosta de sair de casa e sente-se feliz quando está junto dos filhos, que vivem espalhados pelo mundo. Bom pai, ele não quer vê-los passar as dificuldades que ele passou. Pode ser um erro, eu mesmo disse isso a ele. Mas aí é coisa de Nelson Piquet aos 60. Ninguém vai mudar.
Nelson Piquet e os filhos na gravação do Linha de Chegada em 2011
Fonte: Globo.com - Voando Baixo
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Designer cria conceito de carro de F1 com aparência do Batmóvel.
O batmóvel do filme Batman - O Cavaleiro das Trevas virou um carro de Fórmula 1 pelas mãos do designer conhecido como Knightvision3D. Feito no editor 3DS Max 2013, o carro surpreende pelos detalhes e pelo bom gosto.
Batmóvel F1 (Divulgação)
Ignorando as regras de aerodinâmica de um veículo de F1, o Batmóvel tem duas turbinas e asas hidráulicas que fazem com que o ar coletado acima do cockpit seja afunilado pelo exaustor da turbina bem abaixo do difusor de freio.
Batmóvel F1 (Divulgação)
A imagem foi publicada no site Deviantart e atraiu muitos fãs do design em 3D. O autor recebeu críticas construtivas ao projeto e retirou a imagem do site republicando-a em seguida com as alterações sugeridas pelos usuários. Entre elas estavam maior detalhamento dos pneus, saídas de ar, entradas de combustível e até mesmo luzes LED, segundo o autor para “caso o Wayne queira dar um rolé pelas ruas de Gotham!”.
Via TECHNABOB
Fonte: Techtudo Curiosidades
Mark Webber correrá com capacete desenhado por fã em Cingapura
Piloto australiano elegeu a pintura especial por meio de um concurso em seu site pessoal; desenho escolhido superou outros 1.117 concorrentes
Capacete de Mark Webber desenhado por fã, queserá usado no GP de Cingapura (Foto: Divulgação)
Dois meses depois de lançar um concurso em seu site pessoal para selecionar uma sugestão de desenho para seu capacete, Mark Webber divulgou o projeto selecionado, que será usado pelo australiano no GP de Cingapura, previsto para o dia 23 de setembro. De acordo com o piloto, foram encaminhadas 1.118 desenhos, desde esboços feitos com lápis de cera a projetos com acabamento profissional, nos mais variados estilos. O autor da proposta escolhida foi o croata Zlatka Subotičanec, um fã de apenas 17 anos, cujo desenho arrancou elogios do vice-líder do Mundial de Fórmula 1. O piloto da RBR ressaltou os detalhes que pesaram na decisão, incluindo uma caricatura sua de macacão.
- Zlatka é cheio de energia, e realmente me chamou a atenção com a inclusão da bandeira australiana no esquema de cores. Também estou bastante impressionado com a minha versão animada na parte traseira, embora ele tenha algumas rugas menos do que eu – brincou o competidor.
Responsável por selecionar analisar as propostas, Webber garante que viu todas as sugestões enviadas, e agradeceu os esforços do fãs para desenvolver seus desenhos.
- Estou verdadeiramente encantado com o número de pessoas que empenharam tanto esforço nesta promoção. Tivemos inscrições de todo o mundo, de jovens e idosos e de todos os tipos de talentos artísticos! Foi incrível ver todos os projetos que os fãs mandaram, estou muito grato por seus esforços – enfatizou o australiano.
O vencedor da promoção assistirá ao GP de Cingapura com passagens e hospedagem bancadas pelo piloto.
Fonte: Globo.com
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
terça-feira, 14 de agosto de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
terça-feira, 31 de julho de 2012
Época de ouro da F1
GP Memória - Alemanha 1977
Quase um ano após o acidente de Niki Lauda no enorme Nurburgring Nordschleiffe, os organizadores cederam ao inevitável e decidiram que dali em diante, a corrida seria disputada no mais pequeno - mas muito veloz - circuito de Hockenheim, que tinha recebido sete anos antes uma prova do Mundial, vencida pelo Lotus de Jochen Rindt. Veloz, mas muito mais seguro, os pilotos preferiram bastante esta pista.
Para a corrida alemã estavam inscritos 30 carros para uma grelha de 24 que a organização deixava entrar. Em relação a Silverstone, 15 dias antes, havia novidades: a Renault estava ausente, tendo decidido que iria fazer mais algumas sessões de testes, enquanto que a McLaren voltava ao formato de dois carros, depois da experiência do novato Gilles Villeneuve. Na ATS, entrava um segundo carro para o local Hans Heyer, enquanto que na BRM, o belga Teddy Pillete estava a bordo do carro.
Após as duas sessões de qualificação, a pole-position calhou pela primeira vez na carreira, a um Wolf. Jody Scheckter tinha sido o autor da proeza, com John Watson ao seu lado, no seu Brabham-Alfa Romeo. Niki Lauda era o terceiro, no seu Ferrari, na frente do McLaren de James Hunt. O segundo Brabham-Alfa Romeo de Hans-Joachim Stuck foi o quinto, seguido pelo Ligier-Matra de Jacques Laffite. Carlos Reutemann era o oitavo, e a fechar o "top ten" estavam, na quinta fila, o Lotus de Gunnar Nilsson e o Surtees de Vittorio Brambilla.
Seis pilotos acabaram por não se qualificar para a corrida. Destes, o mais sensacional foi a não-qualificação de Emerson Fittipaldi, no seu Copersucar, que era a segunda vez que isso acontecia. O March de Patrick Néve, inscrito pela Williams, outro March, de Arturo Merzário, o Penske-ATS de Hans Heyer, o McLaren privado de Emilio de Villota e o BRM de Teddy Pilette.
A corrida começou com os três primeiros da grelha a manterem as posições. Watson pressionou Scheckter pela liderança até à oitava volta, altura em que o motor falhou e ele acabou por desistir. Por essa altura, havia algo insólito: um carro ilegal! O autor da duvidosa proeza era Hans Heyer, que tinha largado sem que os comissários se tivessem despercebido. Estes queriam desclassificá-lo - o que acabou por acontecer - mas Heyer não viu as bandeiras pretas até que a transmissão se partiu, na nona volta.
Pouco depois, Lauda aproximou-se o suficiente para passar, que conseguiu concretizar à 13ª volta. Aos poucos, afastou-se do sul-africano da Wolf e rumou à vitória. Atrás dos dois pilotos, havia uma batalha entre o Ligier de Laffite, o McLaren de Hunt e o Brabham de Stuck. Hunt passou o francês e foi ao ataque de Scheckter, numa batalha que se prolongou até à 33ª volta, altura em que o motor do britânico estourou, deixando o piloto da Wolf mais tranquilo.
A partir dali, não houve grandes novidades, a não ser a desistência de Mário Andretti, na volta 34 quando já era quinto. O lugar foi para o Tyrrell de Ronnie Peterson, que oito voltas depois acabou também por desistir pela mesma razão.
No final, Niki Lauda era o vencedor, seguido por Jody Scheckter e o Brabham de Hans-Joachim Stuck, para delírio dos alemães, pois era o seu primeiro pódio da sua carreira. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o segundo Ferrari de Carlos Reutemann, o Surtees de Vittorio Brambilla e o Ensign de Patrick Tambay, que pontuava pela primeira vez na sua carreira.
Após as duas sessões de qualificação, a pole-position calhou pela primeira vez na carreira, a um Wolf. Jody Scheckter tinha sido o autor da proeza, com John Watson ao seu lado, no seu Brabham-Alfa Romeo. Niki Lauda era o terceiro, no seu Ferrari, na frente do McLaren de James Hunt. O segundo Brabham-Alfa Romeo de Hans-Joachim Stuck foi o quinto, seguido pelo Ligier-Matra de Jacques Laffite. Carlos Reutemann era o oitavo, e a fechar o "top ten" estavam, na quinta fila, o Lotus de Gunnar Nilsson e o Surtees de Vittorio Brambilla.
Seis pilotos acabaram por não se qualificar para a corrida. Destes, o mais sensacional foi a não-qualificação de Emerson Fittipaldi, no seu Copersucar, que era a segunda vez que isso acontecia. O March de Patrick Néve, inscrito pela Williams, outro March, de Arturo Merzário, o Penske-ATS de Hans Heyer, o McLaren privado de Emilio de Villota e o BRM de Teddy Pilette.
A corrida começou com os três primeiros da grelha a manterem as posições. Watson pressionou Scheckter pela liderança até à oitava volta, altura em que o motor falhou e ele acabou por desistir. Por essa altura, havia algo insólito: um carro ilegal! O autor da duvidosa proeza era Hans Heyer, que tinha largado sem que os comissários se tivessem despercebido. Estes queriam desclassificá-lo - o que acabou por acontecer - mas Heyer não viu as bandeiras pretas até que a transmissão se partiu, na nona volta.
Pouco depois, Lauda aproximou-se o suficiente para passar, que conseguiu concretizar à 13ª volta. Aos poucos, afastou-se do sul-africano da Wolf e rumou à vitória. Atrás dos dois pilotos, havia uma batalha entre o Ligier de Laffite, o McLaren de Hunt e o Brabham de Stuck. Hunt passou o francês e foi ao ataque de Scheckter, numa batalha que se prolongou até à 33ª volta, altura em que o motor do britânico estourou, deixando o piloto da Wolf mais tranquilo.
A partir dali, não houve grandes novidades, a não ser a desistência de Mário Andretti, na volta 34 quando já era quinto. O lugar foi para o Tyrrell de Ronnie Peterson, que oito voltas depois acabou também por desistir pela mesma razão.
No final, Niki Lauda era o vencedor, seguido por Jody Scheckter e o Brabham de Hans-Joachim Stuck, para delírio dos alemães, pois era o seu primeiro pódio da sua carreira. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o segundo Ferrari de Carlos Reutemann, o Surtees de Vittorio Brambilla e o Ensign de Patrick Tambay, que pontuava pela primeira vez na sua carreira.
Fonte: Continental Circus.
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