terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Senna se junta a Massa e Alonso no Desafio das Estrelas. Confira o grid

Nos últimos instantes, brasileiro ex-Williams confirma presença no torneio de kart em SC. Competição reunirá 27 pilotos, 14 deles com passagem na F-1
Bruno Senna (Foto: Divulgação)                                                                               Senna confirmado no Desafio (Foto: Divulgação)
 
A edição 2013 do Desafio Internacional das Estrelas fará jus ao nome e reunirá grandes pilotos do automobilismo mundial e nacional no kartódromo do parque Beto Carrero World, em Penha, Santa Catarina, de 11 a 13 de janeiro. Nesta segunda-feira foi divulgado o grid completo recheado de astros para a competição organizada por Felipe Massa. Dos 27 presentes, 14 correm ou já correram na Fórmula 1. Os últimos a garantir participação foram o brasileiro Bruno Senna (ex-Williams) e o suíço Sebastien Buemi, que defendeu a STR na F-1 de 2009 a 2011 e foi piloto de testes da RBR no ano passado. Eles se juntam a nomes como o bicampeão Fernando Alonso (Ferrari), Jules Bianchi (reserva da Force India), Kamui Kobayashi (ex-F-1), Jaime Alguersuari (ex-F-1), Vitantonio Liuzzi (ex-F-1 / campeão mundial de kart), dentre outros. Em negociações com a Caterham e a Force India para seguir na F-1, Bruno esperou até a data limite para confirmar presença no torneio. Após o campeonato, ele retorna à Europa para retormar as conversar com as equipes.
O Sportv exibe a prova de sábado às 21h45 e a TV Globo transmite a de domingo, às 11h
Com formação completamente diferente dos colegas, Bruno perdeu o contato com o kart ainda na infância após a morte do tio Ayrton Senna em 1994. As tentativas de readaptação, já na fase adulta, foram dolorosas e custaram algumas costelas quebradas fazendo o piloto pular logo para os monopostos. Apesar dessas dificuldades, Bruno aceitou o convite de Massa para retornar à prova que já disputou em 2010.
- Vai ser muito legal. O Desafio é um evento muito bom, com excelente organização, e ao qual todos gostam de ir. Tem uma galerinha aí que vai levar vantagem. O Luciano Burti andou treinando na pista há pouco tempo, já pegou a manha da pressão dos pneus e se ofereceu para me ajudar. Até já me alertou sobre uma curva que pode quebrar uma costela - disse Bruno, destacando que alguns pilotos já experimentaram a pista nas 500 milhas de kart em dezembro e lembrando de suas costelas quebradas na juventude.

Bruno Senna no kart quando criança (Foto: Reprodução)                                                       Bruno Senna em kart quando criança (Foto: Reprodução)

Os brasileiros Lucas di Grassi - atualmente no Mundial de Endurance - e Nelsinho Piquet - que disputa a Nascar Truck Series - são outros nomes de peso com passagem na F-1. Bia Figueiredo (Indy), Luiz Razia (ex-GP2), Felipe Nasr (GP2), Cacá Bueno (Stock Car), Augusto Farfus (DTM) e Pietro (Nascar), neto de Emerson Fittipaldi, são outros  destaques.
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largada desafio das estrelas (Foto: Carsten Horst / Divulgação)                                                    Largada do Desafio das Estrelas em 2011 (Foto: Carsten Horst / Divulgação)
Disputado desde 2005, o Desafio das Estrelas já passou pela Toca da Raposa, em Bauru, e no Kartódromo dos Ingleses, e na Arena Sapiens, ambos em Florianópolis. Criador da competição, Massa já foi campeão da edição de 2006. Michael Schumacher (2007 e 2009), Rubens Barrichello (2008), Lucas di Grassi (2010) e Daniel Serra (2005) também já levantaram a taça. O atual vencedor é o espanhol Jaime Alguersuari, piloto de testes da Pirelli, fornecedora de pneus da Fórmula 1. Tradicionalmente realizado em dezembro, esta edição do torneio foi transferida para o início de janeiro de 2013 para evitar conflitos com as agendas dos pilotos, que possuem muitos eventos promocionais no fim do ano.


Confira o grid completo da edição de 2013:
Felipe Massa (BRA) - Fórmula 1
Fernando Alonso (ESP) - Fórmula 1
Bruno Senna (BRA) - ex-Fórmula 1
Jaime Alguersuari (ESP) ex-Fórmula 1
Vitantonio Liuzzi (ITA) - ex-Fórmula 1
Kamui Kobayashi (JAP) - ex-Fórmula 1
Sebastien Buemi (SUI) - ex-Fórmula 1
Jules Bianchi (FRA) - piloto de testes da Fórmula 1
Lucas Di Grassi (BRA) - Mundial de Endurance / ex-Fórmula 1
Luiz Razia (BRA) – ex-GP2
Felipe Nasr (BRA) - GP2
Bia Figueiredo (BRA) -  Fórmula Indy
Augusto Farfus (BRA) - DTM
Nelsinho Piquet (BRA) - Nascar / ex-Fórmula 1
Pietro Fittipaldi (BRA) -  Nascar
Luciano Burti (BRA) - Stock Car / ex-Fórmula 1
Antonio Pizzonia (BRA) -  Stock Car / ex-Fórmula 1
Ricardo Zonta (BRA) -  Stock Car / ex-Fórmula 1
Enrique Bernoldi (BRA) - Stock Car / ex-Fórmula 1
Cacá Bueno (BRA) -  Stock Car
Thiago Camilo (BRA) -  Stock Car
Allam Khodair (BRA) - Stock Car
Valdeno Brito (BRA) - Stock Car
Vitor Meira (BRA) -  Stock Car / ex-Fórmula Indy
João Paulo de Oliveira (BRA) -  Super GT / Fórmula Nippon
Beto Monteiro, (BRA) -  Fórmula Truck
Leonardo Nienkotter (BRA) -  Copa Fiat

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Ross Brawn garante que Hamilton não se arrependerá por guiar Mercedes

Chefe da escuderia alemã afirma que objetivo é construir carro vencedor em 2013 e diz que piloto inglês não tem motivos para se preocupar
Ross Brawn (Foto: Getty Images)                                                                                  Para Ross Brawn, Mercedes será capaz de brigar
por vitórias em 2013 (Foto: Getty Images)
 
O desempenho de Lewis Hamilton na próxima temporada da F-1 é um dos enigmas que só serão desvendados após a primeira prova da categoria em 2013. Após a troca da McLaren pela Mercedes, o piloto inglês foi questionado até pelo ex-chefe Martin Whitmarsh, que chegou a classificar a decisão do campeão mundial de 2008 como um erro. Mas para o novo chefe de Hamilton, Ross Brawn, o competidor não terá motivos para se arrepender. O comandante da Mercedes garantiu que a escuderia alemã está preparando um carro capaz de brigar por vitórias no ano que vem.
- Espero que consigamos. Estamos trabalhando duro para dar a Hamilton e Nico Rosberg a oportunidade de conquistar pole positions e ganhar corridas. Essa é a nossa grande ambição, e nosso principal objetivo. É claro que é difícil evoluir tanto a partir de onde estamos hoje, mas vamos continuar tentando, mesmo se não atingirmos todos os resultados já no próximo ano - afirmou Brawn, em entrevista ao site “Autosport”.
As incertezas em relação ao futuro de Hamilton na F-1 são fundamentadas pelo confronto de resultados entre McLaren e Mercedes no campeonato deste ano. O piloto inglês venceu quatro corridas (Canadá, Hungria, Itália e EUA) e ficou em 4º no ranking, com 190 pontos. A McLaren foi a terceira entre os construtores, com 378 pontos. Já a Mercedes terminou apenas em quinto lugar, com uma única vitória de Nico Rosberg, no GP da China, além do segundo lugar de Rosberg em Mônaco e o terceiro lugar de Michael Schumacher no GP da Europa.
Lewis Hamilton, GP do Brasil (Foto: Getty Images)                                                         Com quatro vitórias em 2012, Hamilton terminou o Mundial em 4º (Foto: Getty Images)
A promessa da escuderia alemã é continuar com investimentos pesados no automobilismo, até alcançar condições de brigar pelos títulos mundiais. Recentemente, a Mercedes reformulou sua equipe de técnicos e engenheiros para postular melhores resultados nas próximas temporadas, e contratou o tricampeão Niki Lauda para um cargo não executivo no Conselho de diretores da empresa. Diante do desempenho irregular da Mercedes, Hamilton chegou a insinuar que uma vitória em Interlagos, no encerramento da temporada 2012, seria sua última oportunidade de subir no lugar mais alto do pódio nos próximos anos.
- Acho que Lewis estava sob a emoção da despedida. Tenho certeza de que, em seu coração, ele quer fazer poles e ganhar corridas com a Mercedes. Prefiro pensar que podemos alcançar esses resultados no próximo ano, mas Lewis tem consciência do caminho que precisará percorrer para seguir em frente – comentou o chefe da escuderia alemã.
A estreia oficial de Hamilton na Mercedes será no GP da Austrália, marcado para 17 de março. O inglês tem contrato de uma temporada com a equipe alemã.

Diretor da HRT dá indícios de que a equipe encerrará suas atividades

Por meio do Twitter, Toni Cuquerella afirma que escuderia espanhola pode ter feito sua última temporada: 'Hoje, foi escrita a última página da HRT'

O diretor-técnico da HRT, Toni Cuquerella, deu indícios de que a equipe encerrará suas atividades em 2013. Em sua conta no Twitter, Cuquerella afirmou que, hoje, escreveu a última história da equipe. Em lista divulgada neste sábado, a FIA confirmou que apenas 22 carros estão inscritos para a temporada do ano que vem.
- Há quatro anos, propus a um amigo que fizéssemos uma equipe de Fórmula 1. Hoje, depois de três temporadas, foi escrita a última página da HRT - disse o dirigente
No início de Novembro, o grupo propietário da equipe espanhola, Thesan Capital, anunciou que estava negociando a venda da equipe com empresas e fundos interessados. Na época, os responsáveis pelo time afirmaram que esperavam encontrar um novo dono nas próximas semanas. O principal motivo para a transação seria a necessidade de aumentar os investimentos a fim de manter a HRT disputando a Fórmula 1. Recentemente, a fornecedora de motores da escuderia, a britânica Cosworth, também foi colocada à venda.
Narain Karthikeyan hrt gp da índia  (Foto: Agência Reuters)                                                      Narain Karthikeyan, da HRT, durante o GP da Índia, em outubro (Foto: Agência Reuters)
A escuderia obteve licença em 2009 e estreou no ano seguinte, como a primeira de origem espanhola da Fórmula 1. A HRT foi fundada pelo ex-piloto espanhol Adrián Campos, que disputou a categoria no final dos anos 1980, e ostentou o sobrenome de seu criador até a aquisição, já em sua temporada de estreia, pelo empresário José Ramón Carabante. O novo dono rebatizou a empresa como Hispania Racing Team, em referência ao Grupo Hispania, companhia de sua propriedade. Este ano, a HRT disputou a categoria com o espanhol Pedro de la Rosa e o indiano Narain Karthikeyan, sem conseguir somar nenhum ponto.
Em sua primeira temporada, a equipe teve o indiano Karun Chandhok, o japonês Sakon Yamamoto e o austríaco Christian Klien entre seus pilotos, além de ser responsável pela estreia do brasileiro Bruno Senna na categoria. Em 2011, já com Narain Karthikeyan e contando ainda com o australiano Daniel Ricciardo e o italiano Vitantonio Liuzzi, o time repetiu o 11º lugar de construtores da estreia. 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

O ultimo suspiro, Infelizmente nem MUSEU vai ter!!!!!

Pilotos se emocionam na corrida de despedida do autódromo do Rio

Circuito que recebeu F-1, Indy e Motovelocidade dará lugar a um parque olímpico. Comentarista do SporTV lamenta 'falta de visão' dos governantes

Escombros cercam a placa na entrada do Autódromo Nelson Piquet, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro (Foto: Reprodução)                                                                                 Escombros cercam entrada do Autódromo Nelson Piquet, em Jacarepaguá, Rio (Foto: Reprodução)
Há 46 anos, aquele terreno de mais de um milhão de metros quadrados, situado numa área praticamente desabitada na zona oeste do Rio de Janeiro, era cercado apenas por muito mato alto e pela beleza da Lagoa de Jacarepaguá. Foi quando um circuito de traçado seletivo para a prática do esporte a motor foi construído no local, sendo considerado em pouco tempo uma das melhores pistas do mundo. Desde então, foram dez GPs de Fórmula 1, além de provas do Mundial de Motovelocidade, da Fórmula Indy e grandes eventos de inúmeras categorias nacionais e internacionais, como a Stock Car e a Fórmula 3 Sul-Americana. Em 2006, veio o primeiro grande golpe: o setor norte foi mutilado para a construção de arenas esportivas para os Jogos Pan-Americanos do ano seguinte, reduzindo o traçado à metade. Em 2012, enfim, o ciclo se fechou. Com o terreno público destinado ao parque poliesportivo dos Jogos Olímpicos de 2016, o Autódromo Nelson Piquet recebeu neste domingo, 28 de outubro, sua última corrida antes da demolição definitiva. Um momento de extrema emoção para quem faz do automobilismo sua principal atividade.
- É triste, é difícil... Nós somos a favor da Olimpíada, mas desde que deixe o esporte a motor sobreviver, também – diz o veterano piloto Jorge Cláudio Schuback, tentando encontrar palavras em meio às lágrimas no paddock do circuito carioca, que recebeu uma etapa do estadual de Turismo.
Vista aérea do Autódromo Nelson Piquet, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro (Foto: Reprodução)   Vista aérea do Autódromo Nelson Piquet, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro (Foto: Reprodução)
Em agosto deste ano, tratores e escavadeiras já haviam tomado o lugar dos carros de competição em parte da área do autódromo. Além da desmontagem das arquibancadas com capacidade para quase 50 mil lugares, o asfalto da parte que hoje abriga uma arena coberta e um parque aquático também começou a ser retirado. Durante as etapas da Stock Car, do Brasileiro da Marcas e da GT Brasil, últimas categorias nacionais a competir na pista carioca, os operários trabalhavam na terraplanagem e retirada de entulho de todo o setor norte.
A pista carioca dará lugar ao Parque Olímpico para os Jogos de 2016. No local, serão disputadas 14 modalidades (basquete, judô, taekwondo, lutas, handebol, tênis, ciclismo, saltos ornamentais, polo aquático, natação, nado sincronizado, ginástica artística, ginástica rítmica e ginástica de trampolim). Depois disso, parte da estrutura será substituída por condomínios particulares, erguidos pela construtora responsável. O acordo inicial entre as autoridades cariocas e a Confederação Brasileira de Automobilismo era de que a pista só seria desativada quando um novo circuito, no bairro de Deodoro, fosse entregue. Mas, em razão de diversos impasses, as obras do novo autódromo no subúrbio do Rio sequer foram iniciadas. Desta forma, uma das principais praças esportivas do país ficará sem um autódromo por tempo indeterminado, e terá que realizar seus eventos a cerca e 500 km da capital fluminense.
- Tentaremos minimizar este prejuízo o quanto for possível. Com o apoio da Prefeitura, faremos o campeonato de 2013 em Minas Gerais, na cidade Santa Luzia. Exatamente com o objetivo de tentar manter os empregos, manter em atividade todas as pessoas que vivem do automobilismo, que vivem deste esporte. Esperamos, em 2014, termos um local para que a gente retome o automobilismo no Rio de Janeiro – diz o presidente da Federação de Automobilismo do RJ, Djalma Faria Neves.
Stock Car - Cacá Bueno treina no Rio de Janeiro enquanto operário trabalha no novo complexo olímpico (Foto: Luca Bassani / Stock Car)Cacá Bueno acelera seu Stock enquanto operário trabalha no complexo olímpico (Foto: Luca Bassani)
Impasse por um novo circuito
A construção de um novo autódromo na cidade é parte da carta de compromisso com o Comitê Olímpico Internacional. Entretanto, pilotos e ex-pilotos se mantêm céticos quanto a construção de uma nova pista. Ainda mais após o problema revelado pelo jornal “O Globo”. Em Julho deste ano, a publicação revelou que o terreno destinado à construção da nova pista terá que ser "descontaminado" devido à existência de explosivos não detonados no solo. A área serviu durante mais de 60 anos a treinamentos militares. Mesmo que um novo autódromo seja construído, a pista que desafiou pilotos e equipes por quase cinco décadas vai deixar saudades.
- As melhores equipes da Stock Car nasceram no Rio de Janeiro. Isso é uma coisa muito bacana, aqui é uma escola. E este autódromo é seletivo, um dos melhores do Brasil, senão o melhor – afirma o piloto Celso Vianna, que disputa um dos torneios regionais.
Protesto Autódromo Internacional Nelson Piquet Jacarepaguá (Foto: BRUNO TURANO/BRAZIL PHOTO PRESS/Agência Estado)  Escavadeiras retiram o asfalto do circuito de Jacarepaguá (Foto: Bruno Turano/ Agência Estado)
Além das mais diversas categorias nacionais, a pista de Jacarepaguá – rebatizada, em 1988, como Autódromo Nelson Piquet – recebeu por uma década provas da Fórmula 1 e também algumas etapas da Indy e do Mundial de Motovelocidade. Foi neste circuito que a equipe Fittipaldi conseguiu um histórico segundo lugar, em 1978. Em 1984, foi a vez de Ayrton Senna fazer sua estreia na Fórmula 1. Dois anos depois, foi palco de uma antológica dobradinha de Nelson Piquet em primeiro e Ayrton em segundo. Uma década mais tarde, o público carioca viu o brasileiro André Ribeiro vencer a primeira corrida da Indy no país. E, na Motovelocidade, assistiu ao segundo título da carreira do italiano Valentino Rossi. Com “o coração partido”, o comentarista do SporTV, Lito Cavalcanti, lamenta a destruição de um local que trazia à cidade eventos internacionais, movimentando a economia local.
- Não vejo, até agora, motivos para destruir um centro de esportes que já chegou a ser considerado uma das catedrais do automobilismo mundial. Por ele já passaram F-1, Indy, Motovelocidade. Foi aí que apareceram para o mundo talentos como Emerson Fittipaldi, José Carlos Pace. É muito, muito difícil ver esta troca. Porque havia tantos outros lugares no Rio para se construir outros centros esportivos, que eu não consigo entender. E lamento a falta de visão para o turismo como fonte de renda, uma verdadeira indústria, por parte da prefeitura e do governo. Não vejo nenhuma razão lógica para estar acontecendo isso – observa.
A última corrida no asfalto de Jacarepaguá contou com a presença, fora da pista, de diversos pilotos, de diferentes gerações, que competiram e se formaram no circuito. Na linha de chegada, eles estenderam uma faixa com a inscrição “O Rio não pode ficar sem autódromo – automobilismo também é esporte”. Paulo Lanfredi Neto recebeu a última bandeirada, enquanto Marcelo Costa se tornou o último campeão regional. Porém, não houve espaço para comemoração naquele domingo ensolarado no Rio de Janeiro.
- O título é a prova máxima de um ano de trabalho que deu certo, mas o sentimento é uma mistura de felicidade com tristeza. Eu trocaria o título pela permanência do autódromo – lamenta o campeão.
Corrida do Estadual de Marcas do RJ, na despedida do Autódromo Nelson Piquet, em Jacarepaguá, já com arquibancadas demolidas (Foto: Divulgação)   Corrida do Estadual, na despedida do Autódromo, já com arquibancadas demolidas (Foto: Divulgação)

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Mais uma vitória do Fluzão


Muito bom reunir amigos em minha casa para ver o MEU FLUZÃO jogar.
Tudo bem que nem tudo pode ser perfeito, em uma caixa de laranja, alguma vai esta podre...... isso é  a casa de um tricolor com amigo Flamenguista.
Desculpem meus amigos, gosto muito de todos mas........ kkkkkkkkkkk...........
Tudo bem que o Fluzão jogou muito mau, mas onde está escrito que para vencer tem que jogar bem ou melhor.
Basta fazer o dever de casa, quanto aparecer a oportunidade finaliza, fecha o caixão.........
Kkkkkkkkkkkkkkkkkk.... Esse desenho fiz em homenagem ao meu compadre, Flamenguista roxo.
Que todo tempo falava faz, faz, faz............. e nada acontecia.

Glaucio Cordeiro

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Os trinta anos do fim da Fittipaldi

Faz hoje 30 anos que a equipa Fittipaldi fez a sua última corrida, no parque de estacionamento do Ceasar's Palace, em Las Vegas. A matéria, escrita por esse "russo" louco de seu nome Rian Assis (o Rianov do F1 Nostalgia), falou com o Ricardo Divila, que ajudou a desenhar a esmagadora maioria dos chassis da equipa, e com Wilson Fittipaldi, a pessoa que fez andar o projeto, e ambos disseram a mesma coisa: foi a falta de dinheiro que fez extinguir o projeto, após oito temporadas, 120 Grandes Prémios e 44 pontos conquistados.

"Senti demais, tivemos um prejuízo pessoal muito grande, e esperava contar com mais apoio. Tentamos muito a Petrobras, mas não conseguimos nada. E me admirou muito ela estar patrocinando uma equipe inglesa anos depois. São coisas típicas brasileiras. O governo não viu o lado positivo, independente de ser um Fórmula 1, a quantidade de tecnologia que tínhamos armazenada virou um nada do dia para a noite. Depois, tentei patrocinador aqui no Brasil de tudo quanto é forma, mas tivemos que parar, infelizmente", afirmou Wilson Fittipaldi.

Divila diz na entrevista que, muito provavelmente, poderiam estar bem perto de fazer um excelente chassis. Ele afirma isso pelo facto de terem contratado um jovem britânico muito promissor, que em pouco tempo tinha mostrado o seu talento. Seu nome? Adrian Newey.
"Ele se propôs a trabalhar com a gente, pois eu precisava de um assistente no túnel de vento. E o cara era formado em aerodinâmica e aeroespacial. Seu projeto de conclusão da faculdade foi um carro do Grupo C. Olhei aquelas papeladas que ele trouxe e o contratei na hora. Em aerodinâmica ele é realmente muito bom. Em estrutura, geometria de suspensão, tinha melhores, mas em aerodinâmica, era espetacular. Eu, que já tinha 10 anos de experiência em túnel, assim que ele chegou, já o deixei assumir tudo. O F10 [chassis que tinham desenhado para a temporada de 1983] tinha cara que seria bom. Pelo menos o que nós antecipamos de engenharia, vimos que seguiu naquela linha", afirmou Divila.
E pelo que ele e outros dizem, provavelmente o primeiro carro que Adrian Newey poderia ter desenhado na Formula 1 poderia ter sido um Fittipaldi, em vez do March 881, que deu excelentes resultado à equipa e a Ivan Capelli, em 1988. Mas nem todos os seres humanos tem paciência ou visão de futuro. O "aqui, agora e já" ainda dominam as nossas mentalidades, para além de, em certos aspectos, o não acreditar nas nossas capacidades e louvar o que vêm de lá fora - não interessa o país - faz com que muitos projetos, por muito bem intencionados que sejam, acabem em fracasso.

E só agora, 30 anos depois do fim da Fittipaldi, é que as pessoas começam a valorizar o projeto e a louvar os seus pioneiros. Faz lembrar os parentes que sentimos a falta deles quando morrem...

Para lerem o resto da história, vão ao Total Race, a partir deste link.
 
Fonte: Continental-circus

Com cachê filantrópico, Barrichello disputará Corrida do Milhão da Stock

Em troca de R$ 230 mil para seu instituto, recordista de GPs na F-1 correrá última prova da temporada pela Full Time, mas pode disputar outras etapas

O "namoro" não vem de hoje. Entre testes, inúmeras visitas e o desejo cada vez maior de voltar a competir no Brasil, Rubens Barrichello flertou em diferentes momentos com a ideia de guiar na Stock Car. Após 23 anos no automobilismo internacional, a união já tem data para acontecer: na última prova da temporada, a badalada Corrida do Milhão, o recordista de GPs na Fórmula 1 será piloto da equipe Full Time na principal categoria do automobilismo brasileiro. Um acordo que foi motivado pela proposta de doar o cachê de R$ 230 mil para o Instituto Barrichello Kanaan, entidade assistencial que o piloto mantém em sociedade com o amigo e campeão da Fórmula Indy, Tony Kanaan.
Rubens Barrichello e o carro com o qual disputará a Corrida do Milhão da Stock Car (Foto: Alexander Grünwald/ GLOBOESPORTE.COM)                                                        Barrichello e o carro com o qual disputará a Corrida do Milhão da Stock Car (Foto: Alexander Grünwald)
- O valor real dessa historia toda é o fato de estar vencendo muito antes mesmo de começar a corrida. Logicamente, há toda aquela minha paixão que sempre existiu, não só pela categoria, mas pela velocidade, e quero curtir ao máximo. O meu barato é estar diante do volante, e quando este convite veio, coloquei a possibilidade de fazer em doação para o instituto. As mil crianças do IBK já saem ganhando, independentemente do resultado. Para mim está sendo uma honra muito grande fazer isso. Sempre me dediquei muito ao lado social, e encher Interlagos com a minha presença e com a possibilidade de ajudar quem precisa não tem preço – afirma o piloto de 40 anos.
Veterano nos monopostos, porém novato em carros de turismo, Rubinho será companheiro do piloto Xandinho Negrão, de Campinas. Depois de 19 anos na Fórmula 1 e uma temporada na Indy, ele experimentou o cockpit da nova máquina na manhã desta segunda-feira. Diante do que viu, o piloto confessa que um carro fechado e de rodas cobertas é bem diferente do que se acostumou a guiar nas últimas duas décadas. No entanto, a falta de prática com este tipo de equipamento não intimida Barrichello, que tenta compensar a desvantagem em relação aos rivais com treinos em simuladores e conselhos de alguns companheiros de pista.
- Minha experiência no Stock é só do virtual. Entrei no carro e é uma sensação completamente diferente do meu dia a dia. Eu não vejo as rodas, tem uma “casinha” fechada em cima de mim... Já liguei pro Max Wilson, para o Luciano Burti, mas eu tenho muitos amigos na Stock. O Tuka Rocha, que é aqui da própria equipe, o Xandinho, meu companheiro de equipe... não entro para participar nem em bolinha de gude, mas este ano já passei por uma adaptação muito difícil na Indy, e não acredito que aqui deva ser diferente. Há um número reduzido de testes, então, para mim, o foco é a realização pessoal de ajudar o instituto e de guiar um Stock diante do público brasileiro.
Rubens Barrichello e o companheiro de equipe na Stock Car, Xandinho Negrão (Foto: Alexander Grünwald/ GLOBOESPORTE.COM)                                                    Rubinho será companheiro de equipe de Xandinho Negrão na Full Time (Foto: Alexander Grünwald)
 
Embora o acerto seja válido apenas para a 12ª e última etapa da temporada, em Interlagos, existe a possibilidade de Rubinho disputar também as provas de Curitiba e Brasília. Conquistar o prêmio de R$ 1 milhão destinado ao vencedor da Corrida do Milhão, dia 9 de dezembro, é uma meta sedutora para a equipe e o piloto. Mas o chefe do time, Maurício Ferreira, destaca que o conhecimento técnico de Barrichello será precioso em sua adaptação à equipe e à categoria.
- Não temos outros pilotos com o mesmo nível de maturidade e de experiência que ele tem. Vai trazer bastante ensinamento, mesmo nunca tendo guiado um carro fechado, e tenho certeza que vai contribuir bastante com o nosso desenvolvimento até o fim do ano. Como equipe, já bati na trave nas duas últimas edições da Corrida do Milhão, marcando as duas poles e ficando perto do primeiro lugar. Seremos bastante competitivos e espero que, desta vez, ele nos ajude a conquistar a vitória – avalia Maurício, que também comanda a FTS, onde correm Tuka Rocha e Galid Osman.
O primeiro teste de Barrichello com o novo caro está marcado para o dia 15 de outubro, no circuito de Curitiba. A próxima etapa da Stock Car será neste domingo em Tarumã, no Rio Grande do Sul, com transmissão ao vivo e na íntegra pela TV Globo, dentro do Esporte Espetacular. Nesta prova, a equipe Full Time ainda contará com o piloto Felipe Maluhy, que está na equipe desde a etapa de Salvador, no fim de agosto.
Rubens Barrichello no cockpit do carro com o qual disputará a Corrida do Milhão da Stock Car (Foto: Miguel Costa Jr./ divulgação)                                                     Barrichello experimentou o cockpit do carro da Full Time na Stock Car (Foto: Miguel Costa Jr./ divulgação)

sábado, 22 de setembro de 2012

Lewis Hamilton conquista a pole em Cingapura; Bruno bate, e Massa é 13º


 
Sebastian Vettel, da RBR, foi o mais rápido no primeiro, no segundo e no terceiro treino livre para o GP de Cingapura. Porém, na hora do “vamos ver”, quem brilhou na atividade que definiu o grid de largada para a única prova noturna do calendário foi Lewis Hamilton, da McLaren. O britânico sobrou nas ruas de Marina Bay, anotou o tempo de 1m46s362 e conquistou sua quinta pole position na temporada. O alemão da RBR não conseguiu nem um lugar na primeira fila e largará em terceiro (1m46s905). A segunda posição no grid ficou com Pastor Maldonado, da Williams (1m46s804.
Os brasileiros ficaram fora na segunda parte da sessão classificatória. Felipe Massa largará na 13ª colocação. Bruno Senna terá que partir em 17º. Ele abandonou a atividade após bater no muro e danificar a suspensão da Williams.
Lewis Hamilton treino GP de Singapura (Foto: AFP)Lewis Lewis Hamilton garantiu a pole position para a prova noturna de Cingapura (Foto: AFP)
Header_Q1 (Foto: Infoesporte)
Massa e Bruno, por pouco, não foram eliminados logo na primeira parte da atividade. A dupla ficou com as duas últimas vagas para o Q2. A Ferrari optou por preservar os pneus supermacios de Felipe para a sequência do treino e o piloto ficou com o 16º tempo (1m49s767). Já Senna vinha em uma volta rápida nos segundos finais para se garantir, quando perdeu tempo com uma RBR que trafegava lentamente no circuito. O piloto da Williams ainda chegou a encostar com o pneu traseiro direito no muro, perdendo mais tempo. Mesmo assim, se assegurou na atividade com 1m49s809, já que o japonês Kamui Kobayashi não conseguiu melhorar sua marca, ficou um décimo acima do brasileiro e caiu fora. Os outros seis eliminados, como de costume, foram os pilotos dos três times menores: Vitaly Petrov e Heikki Kovalainen (Caterham); Timo Glock e Charles Pic (Marussia) e Narain Karthikeyan e Pedro de la Rosa (HRT). O francês Romain Grosjean, suspenso do GP da Itália por provocar um acidente na Bélgica, foi o mais rápido do Q1, com 1m47s688.
Header_Q2 (Foto: Infoesporte)
O treino para Bruno acabou no mesmo muro em que havia tocado no Q1. Logo nos primeiros minutos do Q2, o piloto acertou - dessa vez mais forte - a parede do circuito (confira no vídeo), quebrou a suspensão traseira da Williams e teve que abandonar a atividade, e largará em 17º. Massa também foi eliminado. Com o tempo de 1m48s, o brasileiro da Ferrari ficou com o 13º lugar no grid. Além deles, também deixaram a atividade: Nico Hulkenberg (Force India), Kimi Raikkonen (Lotus), Sergio Pérez (Sauber) e a dupla da STR, Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne. O alemão Michael Schumacher garantiu um lugar na superpole já com o cronômetro zerado. O melhor tempo do Q2 foi de Hamilton, 1m46s665.
Header_Q3 (Foto: Infoesporte)
Logo de cara, nos primeiros minutos do Q3, Hamilton mostrou que dificilmente alguém tiraria sua pole ao anotar 1m46s362. Com o cronômetro zerado, seus adversários bem que tentaram desbancá-lo, mas passaram muito longe. Vettel fez 1m46s905. Quem mais se aproximou foi Maldonado, com 1m46s804. Porém, ainda ficou quase meio acima do tempo do britânico . Companheiro de Hamilton, Button ficou com o quarto lugar no grid, seguido por Alonso, Paul di Resta, Mark Webber, Grosjean, Schumacher e Nico Rosberg.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

FIA anuncia calendário para 2013; Brasil continua fechando temporada

GP da Europa sai da programação e dá lugar a prova em Nova Jersey

 
 
Mecânicos esperam para entrar em Interlagos (Foto: Leonardo Murgel/Divulgação)
 
             Interlagos se mantém como última etapa da temporada (Foto: Leonardo Murgel/Divulgação)
 
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou nesta sexta-feira, em Cingapura, o calendário provisório para a temporada 2013 da Fórmula 1. Assim como neste ano, o próximo campeonato terá 20 etapas, sendo a última no Brasil. A disputa em 2013 vai de 17 de março a 24 de novembro. O Brasil continua fechando o calendário com o GP de Interlagos, e os Estados Unidos devem ter duas provas ao longo do ano.
O GP da Europa, disputado no circuito de Valência, na Espanha, foi retirado da disputa, temporarimente substituído pelo GP da América, em Nova Jersey, em junho - a outra prova americana é em Austin, em novembro. A FIA ainda vai confirmar a alteração, assim como a manutenção de Cingapura e Coreia do Sul como sedes.

Confira o calendário para 2013:


17 de março - GP da Austrália
24 de março - GP da Malásia
14 de abril - GP da China
21 de abril - GP de Bahrein
12 de maio - GP da Espanha
26 de maio - GP de Mônaco
09 de junho - GP do Canadá
16 de junho - GP da América (Nova Jersey)
30 de junho - GP da Inglaterra
21 de julho - GP da Alemanha
28 de julho - GP da Hungria
01 de setembro - GP da Bélgica
08 de setembro - GP da Itália
22 de setembro - GP de Cingapura
06 de outubro - GP do Japão
13 de outubro - GP da Coreia do Sul
27 de outubro - GP da Índia
03 de novembro - GP de Abu Dhabi
17 de novembro - GP dos EUA
24 de novembro - GP do Brasil

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Qual a equipe e qual o ano do modelo?



Aos amigos que gostam da formula 1.
Vou inciar a postagem de algumas fotos de carros de F1, para ver se os amigos conhecem bem a categoria.

Qual o ano e equipe que pertence este carro?

Podem responder nos comentários.

Revelarei a resposta após alguns dias.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Desenhos de F1

Esses carros foram os mais legais da F1, pareciam ter mais charme que os atuais. Na europa muitos deles participam de provas de clássicos e vão para a pista, para deleite dos apaixonados.

Nos desenhos estão descritos detalhes de distância entre eixos, cilindrada, potência, curso x diâmetro de cilindro, etc. Também mostra as soluções de cada fabricante para o cockpit e desenvolvimento de suspensão. Diferenças bem perceptíveis entre os modelos.

(Clique nas imagens para aumentar)
















 
Fonte: Moleskine Eletrônico.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Ex-piloto da F-1, Zanardi conquista o ouro na categoria H4 do contra-relógio.

Italiano é o mais rápido da prova e consagra volta por cima após quase morrer em grave acidente de carro em 2001. Alemão é prata, e americano leva bronze.

Não era a primeira vez que Alessandro Zanardi entrava no autódromo de Brands Hatch para disputar uma corrida. Mas quis o destino que sua primeira vitória não viesse a bordo de um carro, e sim de uma bicicleta adaptada. Quando piloto, competiu no circuito inglês pela primeira vez em 1990, e ainda voltaria a acelerar naquele asfalto outras mais até 2009, quando se despediu das competições motorizadas. Em 2007, viu no ciclismo um rumo alternativo, e foi no esporte que ele, enfim, se consagrou na pista. Nesta quarta-feira, o italiano levou o ouro na prova contra-relógio, na categoria H4, com o tempo de 24m50s22, pelos Jogos Paralímpicos. O alemão Norbert Mosandl ficou com a prata, com 25m17s40, enquanto Oscar Sanchez, dos EUA, conquistou o bronze (25m35s26).
Zanardi, que correu pela Jordan, Williams, Lotus e Minardi na Fórmula 1, já ficara próximo da vitória em Brands Hatch por duas vezes. Pela Fórmula 3000, pouco antes de estrear na principal categoria do automobilismo, marcou uma pole e terminou a prova em segundo lugar. Em 2008, no Mundial de Turismo, conquistou mais um pódio, com a terceira posição em uma das corridas no circuito, localizado em Kent, cidade próxima a Londres. Mas o triunfo veio apenas nesta quarta-feira.
Alessandro Zanardi comemoração Paralimpíadas (Foto: AFP)                                               Alessandro Zanardi comemora vitória nas Paralimpíadas (Foto: AFP)
Em 2001, então com 34 anos, Zanardi pilotava na CART, antigo campeonato de monopostos dos Estados Unidos, quando sofreu um grave acidente que o deixou entre a vida e a morte. O impacto em seu corpo foi tamanho que os médicos do italiano perderam as esperanças.
Alessandro Zanardi comemoração Paralimpíadas (Foto: AP)                                                                              Zanardi durante a prova (Foto: AP)
- Eu poderia ter morrido facilmente. Eles compararam minhas lesões a um estudo da NASA que mapeia os pontos críticos a partir dos quais o corpo humano não pode mais sobreviver e me disseram que eu era um homem morto - contou o ex-piloto, de 45 anos, em entrevista ao "Daily Mail".
Menos de dois anos após o acidente, já estava de volta ao volante no Campeonato Mundial de Turismo. Em um carro adaptado às suas necessidades, conseguiu ganhar corridas. A volta por cima valeu a ele o Prêmio Laureus, considerado o Oscar do esporte. Em 2007, adotou o ciclismo como novo esporte. A primeira diferença é que as próteses deixaram de ser item indispensável, uma vez que a modalidade é impulsionada por manetes e não por pedais. Com quatro semanas de treinos veio o primeiro resultado, quarto lugar na maratona de Nova York entre os ciclistas "de mão".
Até 2009, Zanardi dividiu seus treinos entre o automobilismo e o paraciclismo. A situação mudou quando veio a decisão de abandonar os carros e se dedicar exclusivamente às bicicletas adaptadas. Em Londres, o ex-piloto ainda vai disputar duas provas: H4 de estrada e revezamento misto H1-4.
Alessandro Zanardi acidente  (Foto: AP)                                                      Alessandro Zanardi quase perdeu a vida em acidente em 2001 (Foto: AP)