terça-feira, 21 de maio de 2013

Giro do Motor: Olodum, Senninha, sambadinha e tombo sincronizado



Com acidentes e lances surpreendentes, fim de semana tem brilho de Paludo e recorde na Nascar, pódio de Barrichello e homenagem a Senna na Stock


Rubens Barrichello dá sambadinha no pódio da Stock Car em Salvador (Foto: Miguel Costa Jr. / divulgação)Barrichello dá sambadinha no pódio da Stock Car
em Salvador (Foto: Miguel Costa Jr. / divulgação)
O fim de semana no mundo da velocidade teve lances inusitados e surpreendentes, dentro e fora das pistas. Visitando a Bahia pela primeira vez desde que se tornou piloto da Stock car, Rubens Barrichello foi ao Pelourinho, tocou com o grupo Olodum e fez até um tererê. Depois, conquistou seu primeiro pódio na categoria e brincou o público com sua tradicional “sambadinha”. Os boxes da Stock também tiveram a visita do Senninha e a pintura do tricampeão mundial foi usada nos capacetes de Popó Bueno e Valdeno Brito. Enquanto Miguel Paludo brilhou entre os gigantes da Nascar, Jimmie Johnson se tornou o maior vencedor da All Star Race, e Ed Carpenter conquistou a pole para as 500 Milhas de Indianápolis. Sobre duas rodas, os gringos deram as cartas na etapa brasileira do Mundial de Motocross, ao passo que a MotoGP teve vitória do espanhol Dani Pedrosa, no mesmo dia em que dois pilotos da divisão de acesso protagonizaram quedas na mesma volta, e curiosamente no mesmo ponto da pista.
header momento chave (Foto: Arte esporte)
Sem trocar pneus, Rubinho e Ricardinho se dão bem
A forte chuva que caiu sobre Salvador na manhã de domingo provocou um atraso de quase uma hora na largada da quarta etapa da Stock Car, mas a espera valeu a pena para quem optou por ousar na estratégia. E o momento-chave da corrida foi a primeira entrada do carro de segurança após a largada, que já havia sido dada em fila indiana. Partindo da segunda fila, Ricardo Maurício e Rubens Barrichello apostaram alto, e preferiram se manter na pista com pneus de chuva de chuva, mesmo com o asfalto secando cada vez mais.
chuva Stock Car Salvador (Foto: Duda Bairros / Stock Car)Chuva mexeu com a estratégia da Stock Car em Salvador (Foto: Duda Bairros / Stock Car)
A tática deu certo, e os dois terminaram a prova nas duas primeiras posições, com o campeão de 2008 à frente. O pódio foi completado por outro piloto que usou a estratégia para brilhar na capital baiana: Thiago Camilo, que havia largado em 23º e fez exatamente o contrário dos dois primeiros. Com pneus slick, o carro 21 “voou” nas ruas do centro administrativo da Bahia e ganhou nada menos que 20 posições.
O primeiro pódio de Barrichello na categoria trouxe consigo a famosa “sambadinha”, tradição que o recordista de GPs na Fórmula 1 mantém desde que fez um terceiro lugar no GP do Pacífico, em 1994. Esperada pelo público presente no circuito, a comemoração foi bastante aplaudida.
Barrichello pódio Stock Car Salvador (Foto: Duda Bairros / Stock Car)Barrichello foi ao pódio e fez a tradicional sambadinhapara o público baiano (Foto: Duda Bairros / Stock Car)
Header_Crash (Foto: arte esporte)
As condições do asfalto em Salvador, que se alternaram entre pista encharcada no início da prova e seca – porém, sem aderência – no final, transformaram a corrida da Stock Car em um verdadeiro festival de toques, escapadas, rodadas e batidas. Logo no início, Popó Bueno, que havia largado em nono, foi tocado por Sergio Jimenez e rodou. Max Wilson, que depois de partir de oitavo já havia ganho as posições de Felipe Lapenna e Duda Pamplona, rodou na sequência. Na décima volta, Patrick Gonçalves – único baiano da categoria – passou reto e bateu na curva da balança. Depois da saída do safety car e com os pneus ainda frios, Khodair perdeu o ponto de freada e acertou uma barreira, perdendo diversas posições e avariando seu carro.
Átila Abreu corrida Stock Car Salvador (Foto: Duda Bairros / Stock Car)Após sair na pole, Átila Abreu se envolveu em toques e foi punido (Foto: Duda Bairros / Stock Car)
Pouco antes do fim da corrida, mais incidentes: Átila Abreu bateu em Rodrigo Sperafico, Julio Campos parou na reta principal depois de uma série de esbarrões com outros carros. Diante de tantas confusões, a classificação final da prova foi alterada por conta de punições. Átila Abreu foi quem mais caiu. Ele saiu da quinta para a 23ª colocação por uma pena de 20 segundos por atitude antidesportiva contra Ricardo Sperafico, Rafa Matos e Max Wilson. Além dele, Sergio Jimenez também recebeu a mesma punição pela batida em Popó Bueno, caindo da nona para a 24ª posição.
Tombo sincronizado na Moto2
A etapa deste domingo da Moto2, a divisão de acesso do Mundial de Motovelocidade em Le Mans, na França, teve um momento curioso. De forma inacreditável, o espanhol Pol Espargaro e o até então líder do campeonato, o também espanhol Esteve Rabat, caíram sozinhos, ao mesmo tempo e da mesma forma, na curva Musee. O lance ocorreu durante a terceira volta, quando eles brigavam pela liderança com o japonês Takaaki Nakagami. Parecia até um tombo sincronizado. A prova foi vencida pelo britânico Scott Redding, que assumiu a liderança na oitava volta. A segunda posição ficou com o finlandês Mika Kallio. O belga Xavier Simoen terminou em terceiro.
Header_Ligeirinho (Foto: arte esporte)
O americano Ed Carpenter, da Carpenter, surpreendeu neste sábado ao conquistar a pole position das 500 milhas de Indianápolis, que será disputada no dia 26 deste mês. Dono de apenas duas vitórias em 132 corridas na Indy, ele ainda não alcançou resultados expressivos nesta temporada e ocupa a 23ª posição na tabela. Com a pole, o piloto embolsou US$ 100 mil (cerca de R% 200 mil) e computou 15 pontos na classificação. Na segunda posição, outra surpresa: o estreante colombiano Carlos Muñoz, da Andretti, seguido de seu companheiro de equipe, Marco Andretti, que soma duas vitórias em 118 provas na Indy.
ed carpenter fórmula indy pole position indianápolis  (Foto: Agência Getty Images)Ed Carpenter foi carregado pela equipe após marcar a pole na Indy 500 (Foto: Agência Getty Images)
Dentre os brasileiros, Helio Castroneves, da Penske, foi o melhor do Pole Day, garantindo a oitava posição. Tony Kanaan, da KV, ficou apenas com a 12ª, e Bia Figueiredo teve que tentar vaga no dia seguinte, no 'Bump Day', garantindo o 29º lugar no grid em 33 carros.
header sai da frente (Foto: Arte esporte)
Pedrosa é o melhor na MotoGP
Apesar de fazer a segunda pole da carreira, não deu para Marc Márquez. O mais jovem piloto a vencer na Moto GP teve problemas com a chuva no circuito de Le Mans, na França. Quem não teve dificuldades com as condições do tempo foi seu compatriota Dani Pedrosa. Além do pódio, o espanhol também tirou de seu companheiro de equipe a liderança da competição. O segundo lugar ficou com Cal Crutchlow. O britânico, que sofreu um acidente nos treinos de sábado, conquistou a melhor posição desde que começou a disputar o mundial de motovelocidade. Marc Márquez terminou em terceiro após um início bastante complicado, em que caiu na largada para o nono lugar.
Dani Pedrosa pódio MotoGP França (Foto: Reuters)Dani Pedrosa venceu na França e tomou de Márquez a liderança da MotoGP (Foto: Reuters)
Mundial de Motocross no Brasil
O italiano Antonio Cairoli dominou a corrida da categoria MX1 neste domingo no GP Brasil de Motocross 2013, disputado no Beto Carrero World, em Penha. O piloto da KTM liderou de ponta a ponta a prova válida pela sétima etapa do Campeonato Mundial de MX1 e MX2. O alemão Max Nagl, da Honda, terminou a bateria na segunda posição. O melhor brasileiro da corrida foi Antônio Jorge Balbi Júnior, da Kawasaki, que foi o 15º. Na MX2, categoria das motos de 250 cc, o holandês Jeffrey Herlings, líder do mundial, largou mal, mas se recuperou. O compatriota Glenn Coldenhoff chegou em segundo, e o britânico Jake Nicholls fechou o pódio.
Motocross GP Brasil (Foto: Luiz Pires/VIPCOMM)Feras do Motocross aceleraram no GP Brasil, no Beto Carrero World, em SC (Foto: Luiz Pires/VIPCOMM)
Header_Brilho-Brasileiro (Foto: arte esporte)
nascar miguel paludo charlotte (Foto: Agência Getty Images)Contra nomes consagrados, Miguel Paludo brilhou
em Charlotte (Foto: Agência Getty Images)
Miguel Paludo entre os gigantes na Nascar
O pódio não veio, mas o desempenho do brasileiro Miguel Paludo na etapa de Charlotte impressionou a todos na Nascar Truck. Largando em quinto, o piloto gaúcho fez uma corrida de gente grande entre os convidados especiais – pilotos consagrados e campeões na Sprint Cup, principal divisão nacional – que correram na prova de picapes, que é a terceira categoria mais importante da Stock car americana. Com uma estratégia diferente, o brasileiro postergou sua última parada para reabastecimento e liderou boa parte da corrida, brigando com Kyle Busch e Brad Keselowski, que é o atual campeão da Sprint.Miguel terminou a prova em sétimo, mas subiu três posições na classificação e saiu de 12º para o nono lugar na corrida pelo título. A liderança é de Matt Crafton, da ThorSport Racing, com 202 pontos.
Header_O-Cara (Foto: arte esporte)
Jimmie Johnson vence e bate recorde na Nascar
A Nascar também teve uma prova com clima festivo na divisão principal, mas que nem por isso deixou de ter muitas disputas. Pentacampeão da categoria, o americano Jimmie Johnson faturou pela segunda vez seguida a All-Star Race, e agora é o único tetracampeão da prova, que ele já havia faturado em 2003 e 2006, superando Dale Earnhardt e Jeff Gordon. O piloto precisou lutar contra o companheiro Kasey Kahne no sprint final de dez voltas, e foi melhor. A vitória não valeu pontos para o campeonato, mas garantiu ao vencedor a quantia de R$ 1 milhão.
Header_Fora-da-Pista (Foto: arte esporte)
Rubinho no Olodum
Destino de turistas de todo o mundo, o centro histórico de Salvador ficou ainda mais agitado na tarde desta sexta-feira com a presença de Rubens Barrichello. Em sua primeira visita à capital baiana como piloto da Stock Car, Rubinho foi conhecer o Pelourinho. Recebido com muita festa pelo Olodum, ele cumpriu um animado programa ao lado dos integrantes do grupo musical e cultural. O piloto entrou na brincadeira e pagou uma aposta ao fazer um tererê no cabelo:
- Fiz uma aposta lá em casa, dizendo que eu ia fazer um tererê. Eles me disseram que eu não tinha nem cabelo pra isso, e quando eu cheguei lá com a Negra Jô, ela me disse: 'tem cabelo pra caramba, pode fazer!'. Vou deixar pelo menos até segunda-feira para poder mostrar lá em casa - brincou.
Barrichello Stock Car Olodum (Foto: Duda Bairros / Stock Car)Antes de acelerar, Barrichello batucou com o Olodum no Pelourinho (Foto: Duda Bairros / Stock Car)









O enfeite típico virou amuleto logo no treino 
classificatório, quando ele conquistou a quarta posição no grid de largada. No domingo, ele foi além, conquistando o segundo lugar e seu primeiro pódio na categoria.
header holofotes (Foto: Arte esporte)
Senninha passeia nos boxes da Stock
Na Bahia para a etapa de Salvador da Stock Car, os pilotos Valdeno Brito e Popó Buenoreceberam uma visita ilustre nos boxes neste sábado. O personagem de quadrinhos que representa Ayrton Senna, o Senninha, posou para fotos com eles. Os dois seguravam capacetes iguais aos que o tricampeão mundial de Fórmula 1 utilizava. Ambos competiram com as réplicas, como forma de homenagem a Senna.
Senninha aos boxes da Stock Car em Salvador (Foto: Rafael Gagliano / divulgação)Senninha visitou pilotos nos boxes da Stock Car em Salvador (Foto: Rafael Gagliano / divulgação)
Coincidentemente, o circuito montado no centro administrativo da Bahia (CAB) leva o nome de Ayrton Senna, e tem até um monumento em homenagem ao piloto, que morreu em 1994 no auge da carreira, após três títulos mundiais, dois vices, 41 vitórias e 65 poles, além de exibições que entraram para a história da categoria, como a melhor primeira volta de todos os tempos, que completou 20 anos em abril
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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Eis o chassis da Formula E para 2014


A Formula E mostrou esta tarde no seu site o chassis para a competição que irá começar no ano que vêm. O modelo, que ainda não têm nome, será construído em parceria com a Renault e com a preparadora Spark, que irá construir os chassis para o campeonato. Para além disso, a organização também declarou que a TAG Heuer será a cronometradora oficial da competição, depois de se saber que a Michelin será a fornecedora oficial dos pneus.

A Renault e a Fórmula E compartilham o mesmo compromisso com a tecnologia inovadora e o automobilismo sustentável. Estamos muito felizes em recebê-los no campeonato como um dos sócios fundadores”, começou por declarar Alejandro Agag, o diretor da categoria.  “Não apenas a Renault é uma das principais fabricantes de automóveis do mundo, com experiência de sucesso no automobilismo, como também uma pioneira nos veículos elétricos. Ter uma fabricante deste calibre é uma grande prova do crescente apelo da Fórmula E.”, concluiu.

A Formula E começará no próximo ano em dez circuitos citadinos espalhados pelo mundo. Até agora, oito estão confirmados: Rio de Janeiro, Roma, Los Angeles, Londres, Miami, Pequim, Buenos Aires e a cidade malaia de Putrajaya. Existirão dez equipas, com dois pilotos cada e as corridas serão duplas, e ate agora, três equipas estão confirmadas, entre elas a britânica Drayson Racing, que está a construir um carro elétrico de Endurance, baseado num chassis Lola.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Honda reedita parceria histórica com a McLaren e voltará à F-1 em 2015



Equipe e montadora anunciam contrato longo e falam em 'manter legado'. Com Senna e Prost, aliança faturou todos os títulos entre 1988 e 1991


Uma das parcerias mais vencedoras da história da Fórmula 1 já tem data para ser reatada.McLaren e Honda, que entre 1988 e 1991 conquistaram quatro títulos mundiais de pilotos – três de Ayrton Senna e um de Alain Prost – e quatro de construtores, voltarão a trabalhar juntas a partir de 2015. O anúncio foi feito nesta quinta-feira em Tóquio pelo presidente da montadora, Takanobu Ito, e pelo diretor esportivo do time britânico, Marin Whitmarsh. Sem divulgar o tempo de contrato, os dirigentes informaram que se trata de um acordo de “múltiplos anos”.
McLaren-Honda de Ayrton Senna (Foto: Agência Getty Images)Parceria McLaren-Honda deu três títulos ao brasileiro Ayrton Senna (Foto: Agência Getty Images)
- Os nomes de McLaren e Honda são sinônimo de sucesso na Fórmula 1, e, para todos os que trabalham nestas empresas, o peso de nossas realizações conjuntas no passado está presente de forma intensa sobre os nossos ombros. Compartilhamos a ambição e a determinação e queremos mais uma vez tornar a McLaren-Honda uma fórmula de sucesso. Juntos, temos um grande legado, e estamos totalmente empenhados em mantê-lo – afirmou Whitmarsh, que foi a Tóquio especialmente para o anúncio.
Mudança no regulamento motivou retorno
A partir de 2014, os propulsores da categoria passarão dos atuais V8 de 2.4 litros para os V6 turbo de 1.6 litros, menos agressivos ao meio ambiente. Desde 1995, a McLaren conta com motores Mercedes, com quem tem contrato até o fim de 2014. Em 18 anos com a fabricante alemã, o time conquistou 78 vitórias, mas somente três títulos de pilotos (dois com Mika Hakkinen e um com Lewis Hamilton) e apenas um de equipes. Apesar de o contrato atual entre a equipe e a montadora alemã possibilitar a renovação, a separação é inevitável, uma vez que a Mercedes - que também fornece à Force India - está fazendo investimentos altos em seu time próprio, que já marcou duas poles neste ano, e não pretende ter um time de seu porte como cliente.
McLaren-Honda (Foto: Divulgação McLaren)Equipe competiu por cinco anos com os motores japoneses, de 1988 a 1992 (Foto: Divulgação McLaren)
O presidente da Honda reforçou que a nova proposta do regulamento técnico, mais voltado para a questão da sustentabilidade, foi um dos principais atrativos para que o retorno da montadora à categoria fosse viabilizado. Agradecendo ao presidente da FIA, Jean Todt, que é um dos grandes responsáveis por fazer a Fórmula 1 buscar medidas que deixem a categoria menos poluente e que contribuam com o desenvolvimento dos carros de rua, Takanobu Ito “poetizou” ao falar sobre o novo desafio da empresa.
- Desde a sua criação, a Honda é uma empresa que cresce, assumindo desafios em corridas. O novo regulamento da F-1, com o foco ambiental significativo, vai inspirar ainda mais o desenvolvimento e o avanço de nossas próprias tecnologias, e isso é fundamental para a nossa participação na categoria. O slogan corporativo da Honda é "o poder dos sonhos". Ele representa o nosso forte desejo de perseguir e realizar nossos sonhos, junto aos nossos clientes e fãs – disse o comandante da montadora.
Com Senna e Prost, McLaren-Honda faturou todos os títulos de 1988 a 1991 (Foto: Getty Images)


União com a McLaren marcou auge da Honda na F-1
Senna e Prost GP de Adelaide 1998  (Foto: Getty Images)A era de ouro da Honda na Fórmula 1 se deu nos cinco anos em que foi fornecedora de motores e parceira técnica do time inglês. A montadora havia obtido relativo sucesso com um time próprio entre 1964 e 1968, alcançando duas vitórias, mas acabou se retirando da categoria para retornar apenas em 1983, fornecendo para as equipes Spirit e Williams, e, posteriormente, à Lotus, onde os engenheiros japoneses trabalharam pela primeira vez com Ayrton Senna. A Honda chegou à McLaren em 1988, ajudada pela transferência do brasileiro, que passou a fazer dupla com o francês Alain Prost.
A dobradinha McLaren-Honda começou em grande estilo: o time venceu 15 das 16 corridas de 1988 e seus pilotos brigaram pelo título, com vantagem para Senna. Prost deu o troco no ano seguinte, seu último pela equipe. Já em 1990 e 1991, Senna voltou a ser campeão. O último ano da aliança entre os britânicos e os japoneses foi tímido em relação aos anteriores: somente cinco vitórias e o vice-campeonato de construtores.
Os pilotos Jenson Button e Rubens Barrichello foram chefiados por Ross Brawn na última passagem da Honda na F1 (Foto: Getty Images)Os pilotos Jenson Button e Rubens Barrichello foram chefiados por Ross Brawn na última passagem da Honda na F-1, encerrada por falta de resultados e pela crise econômica mundial (Foto: Getty Images)
Veja os números da parceria McLaren-Honda:
5 temporadas (1988 a 1992)
80 GPs disputados
53 pole positions (66%)
44 vitórias (53%)
30 voltas mais rápidas (10 delas em 1988)
8 títulos mundiais (quatro de pilotos, quatro de construtores)
Após encerrar sua parceria com a McLaren, no fim de 1992, a Honda retornou à F-1 no fim da década de 1990, como parceira da Jordan. A montadora tentou se firmar como construtora a partir de 2006, após a compra da equipe BAR, de quem era parceira desde 2000. Porém, os resultados foram muito abaixo dos esperados, e a fabricante japonesa deixou a categoria em 2008 devido à crise econômica mundial, que afetou as operações de sua linha de montagem e causou demissões em seu quadro de funcionários
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terça-feira, 14 de maio de 2013

Tijuca lança enredo de 2014 para 'levar Senna ao pódio mais uma vez'


Desfile do carnaval 2014 homenageia os 20 anos da morte do piloto
No dia 1º de maio de 1994, o Brasil e o mundo choraram quando Ayrton Senna morreu após o fatídico acidente na curva Tamburello, durante o GP de San Marino, em Ímola. Em 2014, vinte anos depois, a tricampeã do carnaval carioca, Unidos da Tijuca promete fazer com que o tricampeão mundial de Fórmula 1 novamente emocione a todos.
- A gente está numa disputa e quer levar Ayrton ao pódio mais uma vez - disse o carnavalesco Paulo Barros, também homenageado pelo aniversário de 51 anos nesta terça-feira.
A agremiação lançou oficialmente o enredo "Acelera, Tijuca", na Cidade do Samba, zona portuária do Rio de Janeiro. O evento contou com a presença da presidente do Instituto Ayrton Senna (IAS), Viviane Senna, irmã do piloto, do presidente da escola, Fernando Horta, e de Paulo Barros, que prometeu emocionar os fãs de automobilismo na Marquês de Sapucaí.
Tijuca Ayrton Senna - Paulo Barros e Viviane Senna (Foto: Felipe Siqueira)Paulo Barros observa capacete trazido por Viviane Senna (Foto: Felipe Siqueira)
Famoso pela forma ousada e criativa de contar os enredos na passarela, Barros já adiantou que vai fugir do usual mais uma vez. Ele explicou que não pensa em contar a vida do piloto na avenida, mas sim explorar as sensações provocadas pelo ídolo nas pessoas.
- O caminho é ser diferente. Arrepio, sensação, velocidade e emoção. É disso tudo que o enredo vai tratar. A figura dele através destas sensações. Não vamos contar a vida dele, vamos mostrar as sensações provocadas por um grande ídolo, um mito. O resto é segredo - disse Barros.
Tijuca Ayrton Senna - Paulo Barros e Viviane Senna (Foto: Felipe Siqueira)Paulo Barros e Viviane Senna conversam durante evento na Unidos da Tijuca (Foto: Felipe Siqueira)
Viviane Senna entrou no ritmo do samba e arriscou passos com integrantes da escola ao som de um grupo de pagode que tocou também o "Tema da Vitória", eternizado nas transmissões da TV Globo nos triunfos de Ayrton. Ela ainda conversou com Julinho e Rute, novo casal de mestre-sala e porta-bandeira da agremiação. Sem esconder a felicidade com a homenagem ao irmão, Viviane Senna confia que a Tijuca vai conseguir passar, na avenida, a emoção que Senna passava nas pistas. No primeiro encontro com Paulo Barros, a irmã do piloto contou como começou a paixão de Ayrton pelo automobilismo e mostrou para o carnavalesco uma coleção com as miniaturas de todos os capacetes usados pelo tricampeão.
- É uma super-honra, uma alegria. Não podia estar em melhores mãos. Tenho certeza que vai ser uma coisa inesquecível. O que o Paulo e o Horta estão falando é uma coisa que expressa o que as pessoas sentem no Brasil. É conexão de coração. Não é uma coisa racional. É algo que vem de dentro. Acho que o Ayrton pegava as pessoas assim e elas nem sabiam por quê. Ele era tricampeão, mas há muitos tricampeões. Ele era um cara veloz, mas tem muita gente também muito boa. Mas ele tinha algo a mais. Uma coisa misteriosa.Vai completar 20 anos e parece que foi ontem. Essa coisa da memória afetiva que vai além do tempo e do espaço. O Ayrton conquistou não os corações brasileiros, mas do mundo inteiro - declarou Viviane.
Tijuca Ayrton Senna - Paulo Barros e Viviane Senna (Foto: Felipe Siqueira)Paulo Barros com a coleção de capacetes em miniatura (Foto: Felipe Siqueira)

 

McLaren pode adotar clássica pintura laranja a partir da próxima temporada


Com saída de principal patrocinador em 2014, equipe britância estuda retomar uma das primeiras cores do time. Em 2006, time usou laranja em testes
A McLaren cogita retomar a clássica cor laranja, com a qual ganhou suas primeiras corridas na Fórmula 1 no fim da década de 1968, com seu fundador, o neo-zelandês Bruce McLaren, e seu compatriota Denny Hulme. Quem abriu a possibilidade foi o próprio chefe da equipe, Martin Whitmarsh, ao ser perguntado se há a possibilidade do retorno do tom alaranjado nos carros no próximo ano em razão da saída da principal patrocinadora do time, a empresa telefônica Vodafone.
Denny Hulme McLaren 1969  (Foto: Getty Images)Denny Hulme guia a McLaren M7A de cor laranja durante GP da Holanda de 1969 (Foto: Getty Images)
 Realmente gostei da idéia. Laranja é uma ótima cor, especialmente para a McLaren. Nós costumamos usá-la em corridas de GT, parece ótima, e continuaremos nessa direção. Fórmula 1 é um pouco diferente. O modelo de negócio é uma das principais tarefas da equipe para promover as marcas dos parceiros. Mas se tivermos sorte de encontrar um patrocinador que goste de laranja, poderemos ver essa cor novamente na F-1 – afirmou.
Os carros da tradicional escuderia inglesa possuem pintura cinza cromada desde 1997, após o fim da parceria com a marca de cigarros Marlboro, que eternizou a vitoriosa combinação vermelho e branco de 1970 a 1990, de títulos de Emerson Fittipaldi, Ayrton Senna, Alain Prost, James Hunt e Niki Lauda. O atual prateado tem forte ligação com a Mercedes, fornecedora de motores do time há quase duas décadas. Porém, a montadora alemã possui uma equipe própria na F-1 desde 2010 e na cor de seus carros resgatou a mística das “Flechas de Prata”, sucesso em sua primeira passagem na categoria na década de 1950.
McLaren usa a cor laranja em alguns carros em competições de GT (Foto: Divulgação)McLaren usa a cor laranja em alguns carros em competições de GT (Foto: Divulgação)
Em 2006, durante a pré-temporada em Barcelona, a McLaren utilizou a cor laranja em seus carros de forma provisória, em razão do fim do patrocínio da empresa de cigarros West. Porém, no campeonato, decidiu seguir com a pintura prateada. A equipe britânica competiu de forma oficial com carros alaranjados de 1967 (um ano após a entrada na F-1) até 1972. Atualmente, a montadora costuma usar o laranja em algumas competições de GT (carros de turismo), além de em alguns modelos de carro de rua.
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Kimi Raikkonen pilota McLaren laranja em 2006. Equipe adotou a cor provisoriamente durante testes da pré-temporada (Foto: Getty Images)

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Lewis Hamilton: 'Piloto do jeito que imagino que Ayrton Senna pilotava'


Fã do brasileiro tricampeão, inglês da Mercedes conta que gostaria de ter guiado nos tempos de Senna: 'Aquela época teria extraído muito mais de mim'

Capacete de Lewis Hamilton é inspirado no de Ayrton Senna (Foto: Getty Images)Capacete de Lewis Hamilton é inspirado no do
ídolo Ayrton Senna 
As cores amarela, verde e azul em seu capacete não são por acaso. Lewis Hamilton sempre deixou claro que Ayrton Senna é sua grande referência nas pistas. Campeão mundial de 2008 pela McLaren, o inglês de 28 anos, hoje na Mercedes, deixou clara toda a sua idolatria ao brasileiro tricampeão, em uma entrevista especial ao jornal britânico “Daily Mail”. Hamilton contou que se inspira no modo de Ayrton pilotar e admitiu que gostaria de ter guiado naquela época.
- Eu guiei um carro de Ayrton Senna, o de 1989, por algumas voltas em Silverstone. Foi uma das melhores experiências que já tive. Senna, Gilles Villeneuve, eles eram muito parecidos. Foi isso que eu adotei, quero ser igual a eles. E acho que piloto do jeito que imagino que Senna pilotava. É o único modo que conheço. Eles foram os melhores. E eu quero dominar as coisas como eles.
Gostaria de ter pilotado na época de Ayrton Senna"
Lewis Hamilton
Com 28 anos e um título mundial no currículo, Hamilton ainda tem muito o que provar e conquistar para chegar a um patamar próximo de seu ídolo Senna. Mas seu desejo de guiar igual a Ayrton não é ambição ou prepotência, e sim um mergulho que ele faz na chamada “Era de ouro” da Fórmula 1, sua preferida. O que o britânico realmente gostaria, é de ter pilotado naquela época. Tempos mais perigosos, sim, mas que, segundo Hamilton, exigiam mais dos pilotos.
- Se eu tivesse que escolher uma era, eu gostaria de ter pilotado na época de Senna, em 1988, 1989. Os carros eram mais perigosos. Quando dei uma volta em Silverstone com aquele carro, senti minha cabeça tão exposta e pensei: “Jesus, esses caras...” - brincou.
Lewis Hamilton teve o privilégio de guiar a McLaren pilotada por Ayrton Senna em 1989 (Foto: Reprodução)Hamilton não escondeu a felicidade quando teve o privilégio de guiar a McLaren MP4/4, de 1989, pilotada pelo ídolo Ayrton Senna. Oportunidade foi dada pelo programa britânico 'Top Gear'  
Lewis admite que é fã da adrenalina provocada pela insegurança e o perigo da F-1 do passado:
- Para mim, tem que ser perigoso. Se tirarem o perigo da Fórmula 1, eu não correria mais. Mas ainda é perigoso o suficiente. Quando dou uma volta no limite no treino classificatório, é realmente perigoso - comentou.
Hamilton aponta as diferenças da Fórmula 1 de hoje com os carros de antigamente
O britânico destaca que os carros e os circuitos, antigamente, não davam margem para nenhum tipo de erro, diferentemente dos dias de hoje. Para fazer essa comparação, ele usa seu contemporâneo Sebastian Vettel (RBR) como exemplo.
- O Vettel, hoje, sempre passa com o carro sobre a grama sintética e um pouco além da zebra, ultrapassando a linha branca – o que não é realmente permitido, mas deixam ele impune. Na época de Senna, se ele pusesse um pé além da zebra, ele iria na grama, rodaria e seria penalizado. Era preciso guiar no limite, e eu respeito mais esse estilo de pilotagem. Hoje, se você sair da pista, você volta, porque os circuitos modernos tem grandes áreas de escape asfaltadas. Elas costumavam ser de brita, e se você a atingisse, seu carro seria danificado ou ficaria preso – destaca, citando as caixas de brita. Curiosamente, foi um abandono em uma área de escape desse tipo, localizada na entrada dos boxes, no GP da China de 2007, a principal razão da perda de seu título naquele ano.
Sebastian Vettel passa na grama sintética durante o treino classificatório para o GP da China (Foto: Getty Images)Vettel passa na grama sintética durante o treino classificatório para o GP da China 
Aquela época teria extraído muito mais de mim."
Lewis Hamilton








Dos tempos de Senna para cá, a segurança e a tecnologia na Fórmula 1 evoluíram muito. Os carros possuem muitos aparatos eletrônicos que facilitam a vida dos pilotos. A troca de marcha, por exemplo, é feita no volante. Os circuitos, como Hamilton destaca, são mais complacentes com os erros. O britânico ressalta que a evolução na segurança é algo positivo, mas admite que os tempos de outrora provocavam mais adrenalina nos pilotos. Assim, ele cita as pistas de rua como as oportunidades de sentir o gostinho da F-1 antiga.
- Por isso que eu amo circuitos de rua como Mônaco. Não há espaço para erros. E se você comete um, você paga. Eu não quero ver pessoas pagando se machucando, mas sim perdendo tempo ou abandonando. Isso é corrida. É por isso que admiramos tanto os caras daquela época. Eu acho bom os carros serem mais seguros hoje. Mas naquela época, eles eram mais crus. Eles tinham a alavanca de câmbio. Você vê vídeos de Senna em Mônaco e ele tinha que pilotava apenas com uma mão. Isso era muito legal!
Ayrton Senna e Alain Prost em um dos lendários duelos da Fórmula 1 em 1989 (Foto: Getty Images)Hamilton gostaria de ter guiado no fim da década de 1980, época dos lendários duelos Senna x  Prost  








Dono de um estilo de pilotagem mais agressivo e arrojado, Hamilton acredita que seu modo de guiar combina mais com aquela época do que com os dias de hoje.
- Eu acho que aquela época teria extraído muito mais de mim. Agora tudo é tão técnico, sentar e guiar falando sobre sistemas hidráulicos. O desafio hoje é diferente, é mais um desafio técnico. Eu preciso dissecar cada pedaço de informação sobre pneus, pressão aerodinâmica, economia de combustível e ainda me preocupar com os outros pilotos. Tenho centenas de botões, 26 no meu volante. Para entender e usar todos eles, é uma ciência em si - destaca.
Capacete de Lewis Hamilton na época da McLaren era ainda mais parecido com o de Ayrton Senna  (Foto: Getty Images)Capacete de Hamilton na época da McLaren era ainda mais parecido com o de Senna 
Fonte: globo.com