quinta-feira, 18 de junho de 2015
quarta-feira, 20 de maio de 2015
segunda-feira, 18 de maio de 2015
sexta-feira, 8 de maio de 2015
Dia das mães.
DIA DA MÃES - HOMENAGEM ESPECIAL
Ela tem a capacidade de ouvir o silêncio.
Adivinhar sentimentos.
Encontrar a palavra certa nos momentos incertos.
Nos fortalecer quando tudo ao nosso redor parece ruir.
Sabedoria emprestada dos deuses para nos proteger e amparar.
Sua existência é em si um ato de amor.
Gerar, cuidar, nutrir.
Amar, amar, amar...
Amar com um amor incondicional que nada espera em troca.
Afeto desmedido e incontido, Mãe é um ser infinito.
Fonte texto : (Trecho do livro Minha mãe, meu mundo)
Ela tem a capacidade de ouvir o silêncio.
Adivinhar sentimentos.
Encontrar a palavra certa nos momentos incertos.
Nos fortalecer quando tudo ao nosso redor parece ruir.
Sabedoria emprestada dos deuses para nos proteger e amparar.
Sua existência é em si um ato de amor.
Gerar, cuidar, nutrir.
Amar, amar, amar...
Amar com um amor incondicional que nada espera em troca.
Afeto desmedido e incontido, Mãe é um ser infinito.
Fonte texto : (Trecho do livro Minha mãe, meu mundo)
quinta-feira, 9 de abril de 2015
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
JÁ PENSANDO EM 2015.
McLaren-Honda
Após 22 anos, eis as primeiras imagens de um carro da McLaren com o motor Honda. A equipe inglesa reeditará a bem-sucedida parceria no ano que vem, e já realizou um dia de filmagens (filming day, em inglês) nesta sexta-feira no tradicional circuito de Silverstone, na Inglaterra. Os responsáveis por andar com o carro deste ano já equipado com o propulsor japonês (apelidado de MP4/29H) foram os pilotos reservas do time: o belga Stoffel Vandoorne e o inglês Oliver Turvey.
Além do carro deste ano com o motor Honda, Vandoorne e Turvey andaram com dois carros clássicos da equipe: o MP4/4 de 1988 e o MP4/6 de 1991, ambos campeões com Ayrton Senna. Os modelos, aliás, têm motorizações diferentes: o primeiro foi o último carro a ser campeão com um motor V6 Turbo na Fórmula 1, e o segundo foi o último a levar um título com um V12.
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
RESPEITO!
Site oficial de Schumi será reativado
para lembrar 20 anos do 1º título na F-1
Porta-voz diz que nova página reunirá fotos e informações sobre carreira do alemão,
além de mural para que fãs possam compartilhar mensagens de apoio e admiração
Nesta quinta-feira, o primeiro título de Michael Schumacher na Fórmula 1 completa 20 anos. Em 13 de novembro de 1994, o alemão se consagrou campeão mundial por apenas um ponto de diferença, após uma controversa manobra no GP da Austrália, em que jogou sua Benetton sobre o carro de Damon Hill, da Williams, forçando o abandono de ambos. Apesar do contorno polêmico, a data será lembrada com o relançamento do site oficial do ex-piloto.
Na página, os fãs poderão escrever mensagens de apoio e reconhecimento ao ídolo, que continua o processo de reabilitação após o grave acidente sofrido no final do ano passado. A porta-voz do heptacampeão, Sabine Kehm, disse que a reativação do site poderá mobilizar admiradores de todo o planeta, como forma de reconhecer as demonstrações de carinho que se tornaram recorrentes após o dramático episódio ocorrido em uma estação de esqui em Méribel, na França.
- O dia 13 de novembro de 1994 é especial na vida esportiva de Michael Schumacher. Há 20 anos, ele foi o primeiro alemão a ganhar o título mundial da Fórmula 1, o seu primeiro de sete títulos. Para marcar o 20º aniversário desta data, vamos reativar a página de Michael. Assim, esperamos dar uma casa aos muitos fãs de todo o mundo, cuja simpatia permanece intacta após o acidente. A página apresenta muitas fotos e histórias da carreira incomparável de Michael, todas as corridas, informações e fatos. Há também um mural, onde os fãs poderão enviar suas mensagens por meio do Twitter - afirma o comunicado de Kehm.
Depois do gravíssimo acidente de esqui, Schumacher passou seis meses internado em Grenoble, também na França. Em junho, saiu do coma e foi transferido para o Centro Hospitalar Universitário de Vaud, em Lausanne, na Suíça. No início de setembro, o ex-piloto foi levado para a mansão da família, em Gland, também na Suíça. Cerca de 15 profissionais, treinados pelo hospital de Lausanne, participam do processo de reabilitação do ex-piloto, que é acompanhado 24h por dia e também recebe estímulos da família, especialmente da esposa Corinna e dos filhos Mick, 15 anos, e Gina-Maria, 17.
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
FORMULA 1 - 2014
Com passagem discreta por F-1, Bruno
Senna dá dicas para Nasr: "Não é fácil"
Após competir na categoria de 2010 a 2012, sobrinho de Ayrton Senna dá dicas para novo piloto brasileiro encarar a primeira temporada como piloto titular em 2015
(Foto: David Abramvezt)
Entrar na Fórmula 1 é muito difícil para um piloto. Porém, ficar nela é ainda mais complicado. Tal teoria já foi comprovada ao longo dos anos com competidores de diversas nacionalidades. A partir do ano que vem será a vez de o brasileiro Felipe Nasr, contratado pela Sauber, colocar à prova tal teoria. Para encarar tal estrada, nada melhor do que receber conselhos de quem recentemente lutou bastante para estar na Fórmula 1, mas não conseguiu se firmar e acabou deixando a principal categoria do automobilismo mundial em pouco tempo: Bruno Senna. Após anos buscando uma vaga, o sobrinho de Ayrton acabou permanecendo apenas entre 2010 e 2012, quando disputou 34 corridas, pelas escuderias HRT, Renault e Williams.
- Pela minha experiência, o primeiro conselho que posso dar para o Felipe é que a condição não é fácil para ele. Primeiro, pelo fato dele estar entrando em uma equipe que não teve um bom ano. A pressão está grande dentro da Sauber. Mas o importante é ele se divertir e fazer o que ele sabe fazer. Ele tem resultado de sobra na carreira dele para mostrar do que é capaz. É questão dele chegar lá e não se prender às expectativas e à pressão. Assim os resultados aparecem - afirmou Bruno que, assim como Nasr, tem uma luxuosa marca suíça de relógios como patrocinador pessoal.
- Se tiver uma oportunidade boa, óbvio que eu jamais diria não. Mas no momento estou focado em vencer corridas na categoria que e estou.Fora da Fórmula 1 desde o fim de 2012, o piloto de 31 anos está disputando a Fórmula E e participando de competições de endurance. Mas ele deixa claro que não fechou as portas da Fórmula 1. Bastaria receber uma convite.
Bruno, porém, admite que a passagem dele pela Fórmula 1 foi frustrante, pois ele jamais teve condições de brigar pelas primeiras posições do grid, ao contrário do que ele fez em categorias como a Fórmula 3 britânica e a GP2.
- Eu sempre corri para vencer em todas as categorias que eu competi, fora a Fórmula. Eu sempre lutei por vitórias e por campeonatos. Para mim o tempo que eu passei na Fórmula 1 foi difícil porque eu nunca tive o tempo necessário de desenvolvimento, para ter uma sequência. Isso acabou não me trazendo muito prazer - complementou.
segunda-feira, 14 de abril de 2014
FORMULA 1 - 2014
Após início ruim da Ferrari em 2014,
Domenicali não é mais o chefe do time
Desde que assumiu o cargo, em 2008, dirigente conquistou apenas um título de Construtores e nenhum de Pilotos; italiano sai da F-1, mas permanece em Maranello
Após um início amargo da Ferrari na temporada 2014 de Fórmula 1, em que o time italiano não subiu ao pódio em nenhuma oportunidade, Stefano Domenicali sucumbiu à pressão e deixará de ser chefe da escuderia de Maranello. Apesar de permanecer na companhia, o italiano dará lugar a Marco Mattiacci, chefe executivo da marca na América do Norte.
Apesar de Domenicali ter conquistado o título de construtores em sua primeira gestão, em 2008, ele nunca conseguiu que um piloto vencesse o Mundial de Pilotos, com Felipe Massa perdendo o título daquele ano para Lewis Hamilton na última curva. Enquanto isso, Fernando Alonso deixou o campeonato escapar por pouco, para Sebastian Vettel, em 2010 e 2012. Stefano assumiu toda a responsabilidade pelo fraco desempenho da equipe.
- Existem momentos decisivos na carreira de todo o profissional em que é necessária a devida coragem para tomar decisões difíceis. É hora de uma mudança significativa e, como chefe, eu sou completamente responsável pela situação atual do time. A decisão foi tomada com o intuito de sacudir as coisas para o bem da equipe. Eu espero que a Ferrari volte para o lugar em que ela merece estar. Só lamento não termos sido capazes de colher o trabalho duro que plantamos ao longo dos últimos anos – afirmou Stefano, que iniciou sua carreira na companhia do cavalinho rampante em 1991.
O presidente do time, Luca di Montezemolo, elogiou a atitude de Domenicali ao pôr os interesses do time acima dos próprios. O mandatário aproveitou para desejar as boas vindas ao novo chefe.
- Eu agradeço ao Stefano, não apenas pela sua dedicação e esforço, mas pelo grande senso de responsabilidade que tem demonstrado, sempre colocando os interesses da Ferrari acima de todos. Tenho uma grande estima por ele e o vi crescer profissionalmente ao longo dos 23 anos em que temos trabalhado juntos. Eu desejo a ele todo o sucesso em seu futuro. Também desejo o melhor para Marco Mattiacci, que é um excelente gestor e conhece a companhia muito bem. Ele aceitou o desafio com entusiasmo – disse.
Com as novas regras da F-1, introduzidas em 2014, a Ferrari viu uma oportunidade de voltar ao topo devido às vantagens que os fabricantes de motores teriam pela maior importância que os propulsores teriam nesta temporada. No entanto, enquanto a Mercedes imprimiu um claro domínio nas três primeiras corridas, o time italiano se viu lutando por posições no meio do grid, bem longe do topo.
No último GP, o do Bahrein, a dificuldade da escuderia em acompanhar os líderes ficou evidente, com Fernando Alonso e Kimi Raikkonen terminando em nono e décimo, respectivamente, em um carro que sofre com a clara falta de potência. A horrível prova no circuito de Sakhir não poderia ter acontecido em momento pior, já que, dias antes, o presidente da Ferrari havia criticado fortemente a mentalidade sustentável da F-1. O mandatário compareceu para assistir à prova, mas deixou o autódromo irritado, antes do fim, ao ver o quanto seus pilotos sofriam para terminar a etapa.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
ESPAÇO MOTOR
Carro do filme 'O Espetacular Homem-Aranha 2' é destaque em Long Beach
Tomy Drissi disputará corrida nas ruas californianas com Aston Martin do super-herói
Aos 55 anos, Tomy Drissi é movido pela paixão por filmes e velocidade. Nascido em Hollywood, o piloto e produtor de cinema ficou famoso por estampar imagens de filmes em seus carros. Neste final de semana, Drissi vai disputar o Pirelli World Challenge, tradicional campeonato de turismo americano, a bordo de um Aston Martin personalizado com as cores do famoso herói dos quadrinhos Homem-Aranha.
- O carro ficou fantástico, e eu estou empenhado em colocar a Aston Martin na frente - empolgou-se Drissi, que fechou uma parceria com o estúdio responsável pela produção de “O Espetacular Homem-Aranha 2 - A Ameaça de Electro”, com estreia nos cinemas brasileiros marcada para o dia 2 de maio.
A competição chega à 25ª temporada este ano, e Drissi está ansioso pela segunda etapa de 2014, que será disputada no icônico circuito urbano de Long Beach, na Califórnia, em paralelo com a Fórmula Indy. Drissi exaltou o traçado misto de asfalto e concreto que sediou GPs da Fórmula 1 entre 1976 e 1983.
- Esta corrida é tudo para mim. É como o GP de Mônaco na Fórmula 1. Long Beach é um ícone. A atmosfera é emocionante. É uma corrida, um concerto, uma festa. Long Beach é tudo o que você quer que seja, e muito mais - descreveu o americano.
Tomy Drissi disputou as tradicionais 24 Horas de Daytona deste ano com um protótipo da animação “Rio 2”, que acompanha as aventuras da arara-azul Blue no Brasil. Outras produções de sucesso em Hollywood já estampara os carros do piloto, como “Wolverine: Imortal”, “O Conselheiro do Crime” e “As Bem-Armadas”.
terça-feira, 8 de abril de 2014
AYRTON SENNA DO BRASIL
Há 20 anos, 'show' de Ayrton Senna sob
chuva encantava a Fórmula 1
Vitória magistral do tricampeão em Donington Park, no GP da Europa de 1993, entrou para a história com a melhor primeira volta de todos os tempos
de uma grande exibição (Foto: Getty Images)
Considerada a maior rivalidade da história da Fórmula 1, a disputa entre Ayrton Senna e Alain Prost teve diversos capítulos entre 1984 e 1993, período no qual os dois competiram simultaneamente na categoria. Alguns momentos evidenciaram o lado calculista e racional do francês, como a polêmica decisão de campeonato de 1989, na qual ele provocou deliberadamente um acidente com Senna. Em outros, a pilotagem incandescente do brasileiro fez a diferença, deixando bem claro quem era o mais rápido na pista. Às vezes, não apenas rápido, e sim mágico. Foi o caso daquele 11 de abril de 1993, no asfalto molhado de Donington Park, na Inglaterra. Quinto colocado após a largada e com um carro tecnicamente inferior ao do pole Prost, Senna fez uma série de ultrapassagens em locais improváveis e precisou de menos de uma volta para alcançar a liderança. Uma exibição de gala que, 20 anos depois, ainda encanta os fãs de todo o mundo.
Considerada “a maior primeira volta da história” por muitos especialistas, a primeira das 76 passagens completadas pelo brasileiro nos 4.023 metros do circuito inglês deu o tom do que viria pela frente. Com uma McLaren bem inferior às Williams e com um motor menos potente que o da Benetton de Michael Schumacher, Senna fez apenas o quarto tempo no treino classificatório, a 1s7 de Prost. Na largada, foi espremido pelo alemão sobre uma zebra e caiu para quinto, atrás da Sauber de Karl Wendlinger, que se aproveitara da situação.
No GP da Europa de 1993, Ayrton Senna largou em quarto, a 1s7 do pole Alain Prost (Foto: Getty Images)
- Não tive dúvida nenhuma de que estava vendo algo histórico, porque tive uma corrida inteira para raciocinar sobre isso. Só Ayrton Senna seria capaz de uma primeira volta, a mais fantástica que um piloto fez na história, e de uma vitória assim naquela circunstância. Eu disse ao engenheiro dele no fim da corrida “definitivamente, desse planeta ele não é”. E o cara falou: “disso eu nunca tive dúvida” – relembra Galvão Bueno, que narrou a prova direto do autódromo de Donington Park.
Só o Ayrton Senna seria capaz de uma vitória assim naquela circunstância"
Galvão Bueno
O detalhe irônico é que a imprensa inglesa havia criticado ferozmente a escolha desta pista, alegando que não havia pontos de ultrapassagem para carros de Fórmula 1. O comentarista Reginaldo Leme também participou da transmissão da TV Globo em Donington Park. E revela uma espécie de surpresa às avessas com o espetáculo apresentado por Ayrton Senna naquela tarde chuvosa. Para o jornalista, a certeza a respeito do próprio talento fez o tricampeão mundial guiar com maestria, carregado de uma confiança extrema.
- Convivendo no dia a dia com o Senna, o que mais me impressionava nele era sentir o quanto ele sabia que era bom, que ia chegar ali e ser dos melhores. Tinha certeza absoluta disso. Aquela primeira volta nem me chamou atenção como algo extraordinário, pois eu sabia que estava para acontecer a qualquer momento. Foi só uma confirmação – frisa Reginaldo, que cobriu de perto os oito títulos mundiais do Brasil na F-1.
De fato, Senna foi impressionante naquela edição do GP da Europa, que acabou sendo a única prova de Fórmula 1 realizada na pista de Donington. Depois de assumir a primeira posição, o brasileiro mostrou perícia na chuva e também em outro tipo de situação que ele dominava como poucos: a variação climática. Quando todos estavam com pneus para pista molhada, ele percebia que, com certo cuidado, já era possível andar de slicks. E parava nos boxes para trocar, levando vantagem sobre os demais. Depois, antevia que a chuva estava para se intensificar e colocava um novo jogo de pneus “biscoito” em seu carro. Daí, quando a água caía para valer, ele já estava contornando tranquilamente as curvas enquanto os outros patinavam.
Mais tarde, a pista tornaria a secar, obrigando uma nova troca. Com a volta da chuva, veio a opção por uma nova estratégia: em vez de trocar pneus, Ayrton se manteve na pista usando slicks, com um controle fantástico do carro.
'Erro' no box garante a melhor volta da corrida
Mas lidar com o clima não foi a única cartada de mestre do brasileiro naquele dia. No terço final da prova, Senna também fez uma experiência que surpreendeu muita gente, só que poucos se deram conta imediatamente do que ele estava fazendo. Em meio a tantos pit stops por causa das idas e vindas da chuva, o piloto entrou no box em um momento que a McLaren não estava pronta. Todos imaginaram alguma falha na comunicação via rádio, mas a verdade era outra. No circuito de Donington, a curva de entrada dos boxes é menor do que a curva que leva à reta principal. Como naquela época não havia limite de velocidade no pit lane, ao contrário de hoje em dia, o brasileiro usou este artifício para ganhar tempo na pista. Galvão reproduz as palavras que ouviu de Senna após a prova.
Vocês não entendem nada. Eu sabia que por ali era mais rápido"
Ayrton Senna, sobre o 'atalho' em Donington Park
- Eu me lembro de ter dito na transmissão: “alguém errou”. E no fim da corrida aparece como a volta mais rápida a que ele deu dentro do box. Eu perguntei: “você ficou louco?”. E ele: “Vocês não entendem nada. Eu sabia que por ali era mais rápido, eu fiz para experimentar. Quando me informaram que era a melhor volta da corrida, eu falei ‘OK, se o Prost passar à minha frente, eu vou passar ele por dentro do box’. Só isso”. Ele tinha essa genialidade de, no meio daquela água, naquela confusão, pensar nisso. Foi a primeira vez que um piloto pegou um atalho numa corrida – relata Galvão Bueno.
A melhor volta da prova foi 1s3 mais veloz que a de Damon Hill, segundo mais rápido naquele dia e também o segundo colocado na corrida. Hill foi o único que não levou ao menos uma volta de Senna antes da bandeirada final, mas terminou a 1m23s do brasileiro. Mesmo parando quatro vezes para trocar pneus, Senna deixou Prost em terceiro, uma volta atrás, ajudado pelo fato de que o francês, perdido com a inconstância da chuva, havia parado sete vezes. Uma verdadeira humilhação para o então tricampeão, franco favorito ao campeonato daquele ano, que no fim da temporada conseguiria, enfim, assegurar seu quarto título.
Se o companheiro de Prost se deu bem para cima do parceiro consagrado em Donington, o mesmo não se pode dizer de Michael Andretti. Trazido dos Estados Unidos como estrela da Indy na tentativa de popularizar a F-1 em território norte-americano, o companheiro de Senna na McLaren abandonou a corrida exatamente durante o show do brasileiro na primeira volta, após uma colisão com Wendlinger. Campeão mundial de 1978, o pai de Michael soltou uma frase emblemática a respeito do abismo entre Ayrton e os demais pilotos em meio ao jantar comemorativo promovido pelo proprietário do time, Ron Dennis, e regado a “muito vinho e muita gargalhada”, segundo Galvão Bueno.
- Naquele dia me coube sentar à mesma mesa onde estava o Mario Andretti, que tinha ido dar uma força para o Michael. E o comentário dele foi mais ou menos assim: “como é que meu filho vai fazer para acompanhar um cara desse?” – conta Galvão.
- Naquele dia me coube sentar à mesma mesa onde estava o Mario Andretti, que tinha ido dar uma força para o Michael. E o comentário dele foi mais ou menos assim: “como é que meu filho vai fazer para acompanhar um cara desse?” – conta Galvão.
Donington foi palco do primeiro teste de Senna com um F-1
Para Reginaldo, a exibição de Senna em Donington Park em 1993 imediatamente trouxe recordações de outra visita que ambos haviam feito àquela pista dez anos antes. Em julho de 1983, ainda como piloto da F-3 Inglesa, Senna foi convidado por Frank Williams para testar um carro de Fórmula 1 pela primeira vez. Único jornalista presente ao teste, o comentarista não se esquece de alguns detalhes emocionantes do primeiro encontro de um gênio com o seu maior objeto de desejo. Tudo captado pelas lentes do repórter cinematográfico Sérgio Gilz.
- A gente combinou o horário de tomar o café e sair do hotel, mas o Ayrton bateu à porta do meu quarto, talvez com medo que eu atrasasse. Começamos a filmar e ele deu aquela batidinha com a mão no carro, dizendo “é hoje”. Aí veio aquela declaração em que ele se emociona, já de capacete, um pouquinho antes e ligar o carro e sair, dizendo que Deus que estava proporcionando isso a ele. Se emocionou mesmo, você o vê chorando. Comecei a ver os tempos e fiquei curioso, daí fui para uma chicane que havia ali perto, para ver como ele fazia. Fiquei exatamente no ponto da freada, e foi incrível – observa Reginaldo, reconstituindo o dia em que Ayrton Senna foi mais rápido que a então dupla titular da Williams.
Circuito rende homenagens em museu temático
entrada do circuito britânico (Foto: Rafael Lopes)
Mesmo não recebendo mais um GP de Fórmula 1, Donington Park continua sediando provas de outras categorias, especialmente dos torneios britânicos de automobilismo. Não por acaso, o autódromo abriga também um museu que atrai milhares de fãs anualmente, ainda mais depois que a pista ficou conhecida em todo o mundo como o palco de uma das maiores exibições da carreira de Ayrton Senna. O brasileiro é lembrado logo na entrada do circuito, com uma estátua em tamanho natural posicionada diante de outra do argentino Juan Manuel Fangio, pentacampeão mundial na década de 1950 e grande ídolo de Ayrton.
A relação de Senna com este autódromo é perceptível também no acervo de carros de corrida, macacões e capacetes expostos no museu. Lá estão as McLarens de seus três títulos (1988, 1990 e 1991) e uma Toleman guiada pelo brasileiro em sua temporada de estreia, em 1984. Além, evidentemente, da McLaren de 1993 com a qual Ayrton Senna se mostrou rápido feito um raio debaixo da chuva inglesa. Dizem que raios não caem duas vezes no mesmo lugar. Contudo, Senna provou que eles podem, de vez em quando, ultrapassar vários carros na mesma volta.
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